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26/05/14
29/04/14
SEMPRE PARA SEMPRE
Morreu o Poeta Vasco Graça Moura, um Amigo das “Quintas de
Leitura”, ciclo por onde passou fulgentemente em 22 de Março de 2012,
assinando uma memorável sessão intitulada “A Furiosa Paixão Pelo Tangível”.
Hoje, prestamos homenagem ao Amigo, ao Poeta e ao Homem,
recordando um poema que ele próprio leu, com muito humor, na referida
sessão.
diana no banho
via diana
pelo buraco
da fechadura.
era jacuzzi?
banho de espuma?
estava nua,
brilhava flava,
tinha o cabelo
puxado acima,
belas maminhas
à tona de água,
olhos fechados
deliciada,
os pés nas bordas
dos azulejos.
e marulhava
de leve a água,
num chape-chape
de mansa vaga,
como se a lua
mais perfumada
ali pousasse
na porcelana
enevoada.
logo se deu
por servo dela,
para cantá-la,
ensaboada,
e se pudesse
dar-lhe umas quecas
vezes sem conta,
fora da água.
logo por dentro
os seus desejos
o devoraram
espreitador
desprevenido,
dos próprios cães
inda comido.
quanto a diana,
não deu por nada,
não o puniu,
não se vingou.
não precisava.
(Vasco Graça Moura)
23/04/14
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| Alex Gozblau |
A
POESIA É UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO
13
anos de “Quintas de Leitura” no Teatro Municipal do Porto
Um poema de Gabriel Celaya, imortalizado
pela voz de Paco Ibañez, dá título à sessão comemorativa dos 13 anos de ação
poética do ciclo “Quintas de Leitura”, “A poesia é uma arma carregada de
futuro”, espetáculo a realizar no auditório do Campo Alegre, a 29 de maio, às
22h00.
Ana Drago, Maria do Rosário
Pedreira, Mário Zambujal, Adolfo Luxúria Canibal e Paulo Cunha e Silva falarão sobre poesia, sobre o
estado da cultura em Portugal, numa conversa sem rede e sem freios, moderada
por Carlos Vaz Marques, diretor da revista “Granta” e condutor do programa
televisivo e radiofónico “Governo Sombra”.
As leituras poéticas ficarão a cargo dos
atores Teresa Coutinho, Paulo Campos dos Reis e Pedro Lamares. Entre leituras,
a sonoridade encantatória do violino de Ianina Khmelik. O conceituado
ilustrador Alex Gozblau assina a imagem da sessão.
Destaque-se ainda a presença da bailarina
Mafalde Deville que apresentará um solo baseado na personagem ELA, protagonista
do livro “O lago avesso” da escritora Joana Bértholo.
A voz mágica de Raquel Tavares, acompanhada
pelo violão de Edu Miranda, remata esta sessão comemorativa.
“E no fim disto
tudo um Azul-de-Prata.” (A. M. Lisboa)
Teatro Municipal . Campo Alegre
A POESIA É
UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO
29 de maio, 22h00
Bilhetes: 11 euros (normal) – 7.50 euros (com os descontos habituais)
14/04/14
O regresso de José Luís Peixoto
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| Fotografias de Sara Moutinho |
O REGRESSO DE JOSÉ
LUÍS PEIXOTO ÀS "QUINTAS DE LEITURA"
Abril, o mês da Liberdade, marcou
o regresso do escritor José Luís Peixoto às “Quintas de Leitura”, ciclo poético
pelo organizado pelo Teatro Municipal do Porto. A sessão, intitulada “À janela
de uma sala sem paredes”, esteve completamente esgotada, na noite de 10 de
abril, no Campo Alegre.
José Luís Peixoto, que fez a sua
9ª apresentação neste ciclo, escolheu fragmentos de textos e poemas sobre
viagens, que foram lidos em várias línguas e por leitores de várias
nacionalidades. As leituras em português estiveram a cargo dos atores Jorge
Mota, Alex Miranda, Margarida Carvalho e do próprio autor convidado. À conversa
com José Luís Peixoto esteve Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell. A
imagem da sessão, composta por fotografias e vídeos, foi assinada pelo
jornalista Alfredo Leite e por José Luís Peixoto, que realizaram algumas
viagens em conjunto.
Muitos outros artistas convidados
enriqueceram a sessão: Diana Rego (dança), José Ayres (cozinheiro) e Lucia
Aldao (música). A fechar a noite, o som metálico dos Moonspell, com um showcase acústico com a participação de
Fernando Ribeiro (voz), Ricardo Amorim (guitarra) e Valter Freitas
(violoncelo).
A próxima sessão do ciclo celebra 13 anos de “Quintas de
Leitura” e está marcada para dia 29 de maio.
31/03/14
As escolhas poéticas
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| Fotografias de Sara Moutinho |
AS ESCOLHAS
POÉTICAS DE ANTÓNIO MEGA FERREIRA NO TEATRO MUNICIPAL
Um verso de Mário Cesariny – “Falta por aqui uma
grande razão” – deu título à sessão das “Quintas de Leitura”, ciclo poético
promovido pelo Teatro Municipal. O espetáculo, baseado nas escolhas poéticas de
António Mega Ferreira e completamente esgotado desde a primeira hora,
realizou-se na quinta-feira passada, no auditório do Campo Alegre.
António Mega Ferreira conversou sobre poesia com
Fernando Luís Sampaio. O pianista Filipe Pinto-Ribeiro interagiu com os
recitadores destacados para a sessão: Filipa Leal, Pedro Lamares e o próprio
António Mega Ferreira. Foram lidos poemas de Camilo Pessanha, Álvaro de Campos,
Vitorino Nemésio, Mário Cesariny, Sophia, Herberto Helder, Al Berto e Jorge de
Sena. E foi neste universo poético que o artista plástico João Queiroz se
inspirou para construir a imagem da sessão.
A noite terminou com uma atuação a solo de Samuel
Úria, que interpretou temas como “Teimoso” e “Não arrastes o meu caixão”.
Também na segunda parte foi tempo para um momento de dança burlesca por Miss
Tea.
Depois de Isaque Ferreira, Inês Pedrosa, Fernando
Alvim, Rui Reininho e Paula Moura Pinheiro, esta foi a vez de António Mega
Ferreira revelar as suas escolhas poéticas.
25/03/14
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| Raquel Viegas |
Pedro Tochas – UM
TEMPO
de regresso às
Quintas de Leitura
Para
dar resposta a todos aqueles que não conseguiram comprar bilhete na estreia, em
junho, e ainda na reposição, em outubro, as Quintas de Leitura do Teatro
Municipal apresentam, novamente, o espetáculo de Pedro Tochas - UM TEMPO.
Numa
sessão destinada a maiores de 16 anos, Pedro Tochas leva de novo a cena um
espetáculo no mínimo desconcertante, agendado, desta feita, para os dias 27 e
28 de março, às 22h00. Derradeira oportunidade para quem ainda não conseguiu
assistir a esta reflexão de Pedro Tochas sobre o seu “tempo”.
O
comediante explica assim o espetáculo: “a nossa vida não é mais do que UM TEMPO
de existência neste mundo. UM TEMPO cheio de pequenas aventuras, acidentes,
trapalhadas, conquistas, fracassos, amores e ódios”. O comediante partilha a
sua visão deste mundo louco e ao mesmo tempo deslumbrante, porque não há nada
melhor do que passar UM TEMPO a rir de nós próprios e do que nos rodeia. Este
espetáculo é uma boa oportunidade para rir e esquecer os momentos menos bons da
vida... pelo menos durante UM TEMPO!
Teatro
Municipal . Campo Alegre
27 e 28
de março – 22h00
19/03/14
António Mega Ferreira
| Fotografia de Pat |
Queremos que conheçam melhor os nossos ilustres convidados.
Decidimos colocar-lhes, à queima-roupa, algumas questões.
Alguns deles não viraram a cara ao desafio e à nossa curiosidade.
Aqui ficam as respostas de António Mega Ferreira:
-
um filme que nunca esquecerá
Dois: A Palavra, de Carl Th. Dreyer (1955) e A Desaparecida, de John Ford (1956).
Dois: A Palavra, de Carl Th. Dreyer (1955) e A Desaparecida, de John Ford (1956).
-
o livro de cabeceira
Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.
Dom Quixote, de Miguel de Cervantes.
-
a música que o vai acompanhar toda a vida
Quarteto nº 14, op. 131, de Beethoven.
Quarteto nº 14, op. 131, de Beethoven.
-
a cidade onde gostaria de viver
Roma.
Roma.
-
um político de referência
Willy Brandt; Winston Churchill.
Willy Brandt; Winston Churchill.
-
a mulher mais charmosa do mundo
Atualmente, Scarlett Johansson; há vinte anos (se tanto), Juliette Binoche.
Atualmente, Scarlett Johansson; há vinte anos (se tanto), Juliette Binoche.
-
uma medida para melhorar o mundo
Melhorá-lo.
Melhorá-lo.
-
a revolução está na ordem do dia?
Há ordem no dia?
Há ordem no dia?
05/03/14
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| Fotografias de Sara Moutinho |
Um geógrafo e um
poeta
Realizou-se na noite de 27 de
fevereiro no Teatro do Campo Alegre/Câmara Municipal do Porto, o ciclo que,
apontando para o futuro, continuará a fazer jus ao momento irrepetível e
inusitado, à imaginação e à irreverência: “Quintas de Leitura”.
Desta feita a Palavra poética
cruzou-se com a palavra conferencial e, de forma lúdica e dessacralizada,
também com a dança, as artes plásticas, a performance, a música.
Esta sessão teve dois convidados
principais, funcionando como um dois-em-um: o geógrafo Álvaro Domingues e o
poeta João Habitualmente.
Álvaro Domingues fez a sua sexta
conferência-esquisita, desta vez subordinada ao tema “Entre nós”, ou como os
nós das autoestradas se entrelaçam com a nossa vida quotidiana.
Na segunda parte, o poeta João
Habitualmente revelou, em primeiríssima mão, fragmentos do seu novo livro
“Coisas do Arco da Ovelha”, pequeno tratado do banal familiar. O poeta
convidado conversou sobre o livro e sobre a atualidade portuguesa com Francisco
Louçã.
A sessão abriu com a atuação de
Tânia Carvalho (voz) e Joana Gama (piano) na performance musical “ Idiolecto”.
A ideia foi misturar duas músicas que fazem parte do imaginário da maior parte
das pessoas, conseguindo encaixar uma música pop/rock cantada, por cima de uma clássica
para piano.
A sessão contou ainda com outros convidados de peso: CAPICUA
(música), Momentum Crew (dança), Isaque Ferreira e Isabel Queirós (leituras) e
JAS (imagem).
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