NA MORTE DE EUGÉNIO DE ANDRADE
Sabes, Jorge, quantos poetas vão escrever versos inúteis
porque morreu um pai e a orfandade é uma coisa que dói?
Então porque o fazes tu sem respeito nenhum pelo sorriso
invertido com que o Eugénio te agraciava as visitas? Da
orfandade sabes tu o que dizer. E disseste-o sem pudor
pela mãe que, viúva, leria os teus versos, pelo irmão que mais
orfão do que tu os sabia também seus. Não que o Eugénio
tivesse sorrisos para outros - que não tinha - mas porque
depois de algum tempo era assim que o querias, zangado
com tudo e com todos, apenas pensando naquele banco
junto ao jacarandá de onde acabou partindo para o seu prado.
(Jorge Reis-Sá, in "Livro de Estimação")
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09/12/08
08/02/07
JORGE REIS-SÁ + BERNARDO SASSETTI = CANTEIRO

Chama-se “Canteiro” a sessão que marca a estreia do poeta e editor Jorge Reis-Sá nas “Quintas de Leitura”.
Realiza-se no próximo dia 22 de Fevereiro, pelas 22h00, no Café-Teatro do TCA do Porto e começa com a leitura deste belo poema do autor:
TODO O POEMA
Todo o poema é circunstância de um tempo e de um lugar.
Todo o poema é memória dessa circunstância. Todo o poema
é memória de um tempo e de um lugar. Todo o poema é memória.
Oportunidade ainda para ouvir, na 2ª parte, improvisações ao piano de Bernardo Sassetti, inspiradas no universo poético de Jorge Reis-Sá.
A sessão já está esgotada. Se não conseguiu bilhete, visite-nos em Março (22 de Março – “Saídas de Emergência”, com o poeta Fernando Pinto do Amaral e o grupo Old Jerusalem).
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