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01/10/12

Menos por Menos - fotografias da sessão



Olga Roriz apresentou o solo Mon Amour (um fado cantado por Amália Rodrigues) 


 João Luís Barreto Guimarães (apresentação);
Pedro Mexia (poeta convidado);
Teresa Coutinho, Rita Loureiro e Adriana Faria (leituras).


  João Lima Barreto Guimarães (apresentação); Pedro Mexia ( poeta convidado)


 Teresa Coutinho, Rita Loureiro e Adriana Faria ( leituras).



Pedro Mexia



 Ana Deus acompanhada ao piano por Ricardo Caló.





B Fachada em concerto.


Fotografias de Sara Moutinho.
Sessão "Menos por Menos"
27 de Setembro de 2012
Auditório do Teatro do Campo Alegre.

Esta sessão contou com o apoio de: Anjos Urbanos - Cabeleireiros; Fonseca - Porto; Delta- Cafés; LOLOCA; Medeia Filmes; Cinema Sandim e Paupério - Biscoitos. 

As Artes entre as Letras - 26 de Setembro de 2012
Para ler por favor clicar sobre a imagem. Obrigada.

26/09/12

um poema de João Luís Barreto Guimarães dedicado a Pedro Mexia


Pão quente


Escravo do que aparece escrevo
porque acontece (a doença da poesia:
não desejo poesia a ninguém). O que
revelas à folha ao comprar uma caneta?
Algo assim como «metáfora
resiste à metonímia» ou
«virá o dia em que o simples falar
será poesia»? Este
(com licença)
poema é uma das possibilidades:
a poesia está nas coisas
(pão quente)
destapa-a.

(João Luís Barreto Guimarães)


25/09/12

Na imprensa de hoje


Em cima: jornal O Primeiro de Janeiro
Em baixo: jornal Destak
Notícias publicadas a 25 de setembro de 2012
Para ler clicar sobre as imagens. Obrigada. 

24/09/12


Notícia publicada no jornal "O Primeiro de Janeiro" de 24 de Setembro de 2012.
Para ler por favor clicar sobre a imagem. 

20/09/12

O regresso de Pedro Mexia com Olga Roriz e B Fachada




Quase oito anos depois, o poeta Pedro Mexia regressa às “Quintas de Leitura”, ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, precisamente no regresso das sessões deste ciclo, após o período de férias.

A sessão, intitulada “Menos por Menos”, realiza-se no Auditório do Teatro do Campo Alegre, no próximo dia 27 de Setembro de 2012, às 22h00.

As palavras ditas têm por base o livro que dá título à sessão e serão ouvidas na voz do próprio poeta e ainda nas de três atrizes intensas: Adriana Faria, Rita Loureiro e Teresa Coutinho. Menina Limão assina a imagem da sessão, inspirada na obra de Mexia. Entre leituras, duas canções de filmes portugueses pela improvável dupla Ana Deus (voz / projeto “Osso Vaidoso”) e Ricardo Caló (piano/ coletivo poético “Peixe Graúdo”).

Antes das leituras, uma conversa entre poetas: Pedro Mexia desafiado por João Luís Barreto Guimarães. No habitual momento de performance, Olga Roriz, ao som de Amália, dá corpo ao solo “Mon Amour”. A noite fecha com um dos grandes talentos da nova música portuguesa: B Fachada. Oportunidade para ouvir o seu novo disco “Criôlo”.

Já perceberam: uma noite que se adivinha mágica. Podemos contar com a sua presença? - Bilhetes a pensar na crise: 7,50 (com desconto) e 11,00 Euros.


AO CONTRÁRIO DE ULISSES

Infeliz quem, ao contrário
de Ulisses, volte a casa
e nem sequer um cão, nem
um cão morto sequer, ladre.

(poema de Pedro Mexia)

19/09/12

DENTRO DOS LIVROS



Dentro dos livros
marcas de quando os lemos.
Bilhetes de cinema,
autocarro, apontamentos
com demasiadas
abreviaturas, folhas
que dizem «não esquecer»
e foram esquecidas.


Nesta tarde li este verso.
O romance na pág. 89.
Agrupar os eventos
por contiguidade, remissão,
a data muito precisa
destes acasos
mais importantes
que a biografia.


(Pedro Mexia)

Poema para ouvir na sessão do ciclo, dia 27.

18/09/12

A MINHA ALTURA

Era a minha altura. Um livro
em cima da cabeça marcava
o lugar que um lápis semestralmente
riscava na parede da cozinha.
A única sabedoria dos ossos, crescerem
como a teia sólida de um propósito
e a anatomia mais transparente.
Centímetro a centímetro
espigava o corpo imaginário, essa contabilidade
que era assim íntima, pictórica,
como uma cena burguesa.


Traço a traço a parede da cozinha
tornou-se rupestre,
a infância uma ternura assustadora.
Esta era a minha altura.
Agora sou tão mais alto e mais pequeno.

(Pedro Mexia)

12/09/12

AS GAVETAS


Não deves abrir as gavetas
fechadas: por alguma razão as trancaram,
e teres descoberto agora
a chave é um acaso que podes ignorar.
Dentro das gavetas sabes o que encontras:
mentiras. Muitas mentiras de papel,
fotografias, objectos.
Dentro das gavetas está a imperfeição
do mundo, a inalterável imperfeição,
a mágoa com que repetidamente te desiludes.
As gavetas foram sendo preenchidas
por gente tão fraca como tu
e foram fechadas por alguém mais sábio que tu.
Há um mês ou um século, não importa.

PEDRO MEXIA

07/09/12

PARÁFRASE


Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.

A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência
de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.

Uma hipérbole, finalmente,
Diz que me fazes muita falta.


(Um dos poemas de PEDRO MEXIA que será lido na sessão do próximo dia 27 de Setembro)

21/03/12

Dia Mundial da Poesia

Para comemorar o DIA MUNDIAL DA POESIA um poema de Pedro Mexia, 
o poeta convidado das “Quintas” no próximo mês de Setembro.



DEPOIS DE TI


Depois de ti
o dilúvio: esgotaram-se as imagens
e não posso mudar o que diziam:


há um esvaziamento, uma degradação,
que em pouco tempo tornam
o real absoluto no real possível:


e nunca mais hei-de sentir o mundo
tão alto como os versos e não o contrário,
e nunca mais poderei dizer a ninguém:


os teus olhos são tão belos como os teus olhos.


(Pedro Mexia,  “Menos por Menos”/ Publicações Dom Quixote)