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11/04/14
19/06/09
A noite mais longa
FAZES-ME FALTA - POEMAS DE AMOR ESCOLHIDOS POR INÊS PEDROSA
Fotografias de Sara Moutinho numa noite mágica de Quintas de Leitura, apresentadas pela Caixa Geral de Despojos, sob o lema do Amor.
Por ordem:
VICTOR HUGO PONTES
ELISABETE MAGALHÃES
ELISABETE MAGALHÃES
RAÚL PEIXOTO DA COSTA
INÊS PEDROSA
PEDRO LAMARES
FILIPA LEAL
RUTE PIMENTA
ISAQUE FERREIRA
CATARINA NUNES DE ALMEIDA
ANTÓNIO JORGE GONÇALVES
CATARINA NUNES DE ALMEIDA
ANTÓNIO JORGE GONÇALVES
ALDINA DUARTE
18/06/09
Destak e Jornal de Notícias
HOJE HÁ SESSÃO DAS "QUINTAS" NO TCA. CASA CHEIA.
Os heróis da noite:
INÊS PEDROSA
ALDINA DUARTE
FILIPA LEAL
ISAQUE FERREIRA
PEDRO LAMARES
CATARINA NUNES DE ALMEIDA
RUTE PIMENTA
VICTOR HUGO PONTES
ELISABETE MAGALHÃES
ANTÓNIO JORGE GONÇALVES
RAÚL PEIXOTO DA COSTA
MAFALDA CAPELA
VENHA VÊ-LOS BRILHAR NA RUA DAS ESTRELAS...
INÊS PEDROSA
ALDINA DUARTE
FILIPA LEAL
ISAQUE FERREIRA
PEDRO LAMARES
CATARINA NUNES DE ALMEIDA
RUTE PIMENTA
VICTOR HUGO PONTES
ELISABETE MAGALHÃES
ANTÓNIO JORGE GONÇALVES
RAÚL PEIXOTO DA COSTA
MAFALDA CAPELA
VENHA VÊ-LOS BRILHAR NA RUA DAS ESTRELAS...
15/06/09
SEXO ORAL
Primeiro a tua língua molha o meu
coração, num vagar de fera. Estendo
aurículas e ventrículos sobre a mesa, entre
os copos, que desaparecem. Não há mais
ninguém no bar cheio de gente. Abres-me agora os
pulmões, um para cada lado, e sopras. Respiras-
-me. O laser das tuas palavras rasga-me o lobo
frontal do cérebro. A tua boca abre-se e fecha-se,
fecha-se e abre-se, avançando
por dentro da minha cabeça. As minhas cidades
ruem como rios, correndo para o fundo dos teus olhos.
O tempo estilhaça-se no fogo
preso das nossas retinas. O empregado do bar
retira da mesa o nosso passado e arruma-o na vitrine,
ao lado dos exércitos de chumbo.
Entramos um no outro,
abrindo e fechando as pernas
das palavras, estremecendo no suor dos
olhos abraçados, fazendo sexo
com a lava incandescente dessa revolução
imprevista a que damos o nome de amor.
INÊS PEDROSA
(Este poema será lido por Filipa Leal na próxima sessão do dia 18 de Junho)
coração, num vagar de fera. Estendo
aurículas e ventrículos sobre a mesa, entre
os copos, que desaparecem. Não há mais
ninguém no bar cheio de gente. Abres-me agora os
pulmões, um para cada lado, e sopras. Respiras-
-me. O laser das tuas palavras rasga-me o lobo
frontal do cérebro. A tua boca abre-se e fecha-se,
fecha-se e abre-se, avançando
por dentro da minha cabeça. As minhas cidades
ruem como rios, correndo para o fundo dos teus olhos.
O tempo estilhaça-se no fogo
preso das nossas retinas. O empregado do bar
retira da mesa o nosso passado e arruma-o na vitrine,
ao lado dos exércitos de chumbo.
Entramos um no outro,
abrindo e fechando as pernas
das palavras, estremecendo no suor dos
olhos abraçados, fazendo sexo
com a lava incandescente dessa revolução
imprevista a que damos o nome de amor.
INÊS PEDROSA
(Este poema será lido por Filipa Leal na próxima sessão do dia 18 de Junho)
03/06/09
ESTE POEMA VAI SER LIDO PELA FILIPA LEAL NO RECITAL DO DIA 18.
Mais um POEMA DE AMOR escolhido por Inês Pedrosa:
POEMA DE AMOR PARA USO TÓPICO
Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço: num fundo
a preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.
NUNO JÚDICE
POEMA DE AMOR PARA USO TÓPICO
Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço: num fundo
a preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.
NUNO JÚDICE
28/05/09
POEMAS DE AMOR ESCOLHIDOS POR INÊS PEDROSA
O ESPÍRITO
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia
Este poema será dito por Rute Pimenta.
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia
Este poema será dito por Rute Pimenta.
26/05/09
FAZES-ME FALTA.

Começamos hoje a divulgar alguns dos Poemas de Amor, escolhidos por Inês Pedrosa, que serão lidos na sessão do próximo dia 18 de Junho.
Quanto, quanto me queres? - perguntaste
Numa voz de lamento diluída;
E quando nos meus olhos demoraste
A luz dos teus senti a luz da vida.
Nas tuas mãos as minhas apertaste;
Lá fora da luz do Sol já combalida
Era um sorriso aberto num contraste
Com a sombra da posse proibida...
Beijámo-nos, então, a latejar
No infinito e pálido vaivém
Dos corpos que se entregam sem pensar...
Não perguntes, não sei - não sei dizer:
Um grande amor só se avalia bem
Depois de se perder.
António Botto (1900-1959)
Este poema será lido por Catarina Nunes de Almeida.
Quanto, quanto me queres? - perguntaste
Numa voz de lamento diluída;
E quando nos meus olhos demoraste
A luz dos teus senti a luz da vida.
Nas tuas mãos as minhas apertaste;
Lá fora da luz do Sol já combalida
Era um sorriso aberto num contraste
Com a sombra da posse proibida...
Beijámo-nos, então, a latejar
No infinito e pálido vaivém
Dos corpos que se entregam sem pensar...
Não perguntes, não sei - não sei dizer:
Um grande amor só se avalia bem
Depois de se perder.
António Botto (1900-1959)
Este poema será lido por Catarina Nunes de Almeida.
(fotografia retirada da revista brasileira online Bravo).
25/05/09
O Amor segundo Inês Pedrosa e Aldina Duarte

"Fazes-me falta" é o título da próxima sessão do ciclo poético "Quintas de Leitura", que se realiza a 18 de Junho, às 22h00, no Auditório do TCA, com a participação do colectivo poético Caixa Geral de Despojos.
Esta sessão é marcada pela presença de duas mulheres insubmissas e brilhantes da cultura portuguesa: a escritora Inês Pedrosa e a fadista Aldina Duarte.
Inês Pedrosa escolheu e apresentará 25 belos e surpreendentes Poemas de Amor, todos de autores portugueses: Mário Cesariny, António Botto, Álvaro de Campos, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner, Ana Hatherly, Natália Correia, Alexandre O'Neill, Fernando Assis Pacheco, Pedro Támen, Al Berto, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice, Luís Miguel Nava, Luiza Neto Jorge, Manuel António Pina, Jorge Sousa Braga, Maria do Rosário Pedreira, Fernando Pinto do Amaral, José Tolentino Mendonça, Herberto Helder e Inês Pedrosa.
Os poemas foram escolhidos para as vozes de Catarina Nunes de Almeida, Rute Pimenta e de três elementos do colectivo poético Caixa Geral de Despojos (Filipa Leal, Isaque Ferreira e Pedro Lamares).
A imagem da sessão, produzida em tempo real, é da responsabilidade do ilustrador António Jorge Gonçalves.
O momento de performance é assegurado por Victor Hugo Pontes e Elisabete Magalhães. Apresentarão a peça "Dupla em Fotomontagem".
O espectáculo contará ainda com o regresso aos palcos das “Quintas de Leitura” do jovem, talentoso e laureado pianista Raúl Peixoto da Costa, que interpretará temas de Chopin e Liszt.
Aldina Duarte dará um concerto com cerca de 45 minutos, a fechar a sessão, onde cantará temas do seu último disco " Mulheres ao Espelho".
Refira-se, por fim, que o espectáculo é assinado pela dupla João Gesta e Mafalda Capela, também elementos do colectivo Caixa Geral de Despojos, e igualmente responsáveis por espectáculos de sucesso como "Bife Picado", “Irene! Irene! Sirva o Leite-creme!”, “Fio Mental” e “Nunca mais é sável”, todos apresentados no âmbito das “Quintas de Leitura”.
Adivinha-se uma noite intensa, arrebatadora, cheia de tensão poética, construída à medida do seu coração.
Bilhetes a pensar na crise: 9,00 Euros e 6,00 Euros (c/ desconto).
MORRER DE AMOR
Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso
(MARIA TERESA HORTA)
19/05/09
FAZES-ME FALTA. POEMAS DE AMOR ESCOLHIDOS POR INÊS PEDROSA.
Para a sessão do dia 18 de Junho, Inês Pedrosa escolheu, para serem lidos, 25 poemas de Amor. Revelamos hoje os seus autores:
Mário Cesariny
António Botto
Álvaro de Campos
Eugénio de Andrade
Sophia de Mello Breyner Andresen
Ana Hatherly
Natália Correia
Alexandre O'Neill
Fernando Assis Pacheco
Pedro Támen
Al Berto
Maria Teresa Horta
Nuno Júdice
Luís Miguel Nava
Luiza Neto Jorge
Manuel António Pina
Jorge Sousa Braga
Maria do Rosário Pedreira
Fernando Pinto do Amaral
José Tolentino Mendonça
Herberto Helder
Inês Pedrosa
Refira-se, ainda, que os poemas serão lidos por Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Rute Pimenta, Isaque Ferreira e Pedro Lamares.
Mário Cesariny
António Botto
Álvaro de Campos
Eugénio de Andrade
Sophia de Mello Breyner Andresen
Ana Hatherly
Natália Correia
Alexandre O'Neill
Fernando Assis Pacheco
Pedro Támen
Al Berto
Maria Teresa Horta
Nuno Júdice
Luís Miguel Nava
Luiza Neto Jorge
Manuel António Pina
Jorge Sousa Braga
Maria do Rosário Pedreira
Fernando Pinto do Amaral
José Tolentino Mendonça
Herberto Helder
Inês Pedrosa
Refira-se, ainda, que os poemas serão lidos por Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Rute Pimenta, Isaque Ferreira e Pedro Lamares.
18/05/09
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