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03/12/12

Imagens de "O Novíssimo Testamento"


Sessão 136ª




José Valente


Carlos Vaz Marques e Jorge Sousa Braga



Celeste Pereira, Manuela Leitão, Daniel Pinto e Isaque Ferreira.


Celeste Pereira, Daniel Pinto e Manuela Leitão. 



Mário Daniel



Albuquerque Mendes




Rita Redshoes


A 136ª sessão das “Quintas de Leitura”, ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, aconteceu no passado dia 29 de novembro, no café–teatro do Teatro do Campo Alegre, num espetáculo intitulado “O Novíssimo Testamento” que teve como poeta convidado Jorge Sousa Braga.

Fotografia de Sara Moutinho.

30/11/12

Poema inédito de Jorge Sousa Braga para Manuel António Pina


Onde estás agora
Oh meu amigo?
Nem dentro
Nem fora

Nem muito longe
Nem muito perto
Talvez nos primeiros
Raios da aurora
Talvez no deserto
No mais incerto
E improvável
Lugar

Onde estás agora
Oh meu amigo
Que não te oiço?
Talvez no fim
Da estrada
Envolto em poeira
Numa cadeira
De baloiço
Em frente ao grande
Tudo
Ou ao grande
Nada

[poema inédito dedicado a Manuel António Pina escrito e lido por Jorge Sousa Braga, ontem à noite, 29 de novembro, na sessão desta das Quintas de Leitura]

29/11/12

A ouvir na sessão de hoje


SONO DE PRIMAVERA


Adormeço sempre com o teu mamilo
entre os dedos da minha mão
E o meu sono é tranquilo
como o das rosas

(Jorge Sousa Braga)


MEMÓRIA


Invariavelmente as suas cartas
traziam colagens de pétalas de


rosas amores perfeitos papoilas
sobre uma cartolina dura


E invariavelmente também um pêlo
do púbis como assinatura


(Jorge Sousa Braga)

Imprensa



Em cima: notícia publicada hoje, 29 de novembro de 2012, no Público.
Ao meio: notícia publicada ontem, dia 28 de novembro de 2012, no jornal As Artes entre as Letras.
Em baixo: Jornal de Not+icias, 29 de novembro de 2012.
Para ler por favor clicar sobre as imagens. Obrigada. 

Jornal de Letras

Notícia publicada a 28 de novembro de 2012.

28/11/12

GERÊS



Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva


Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram


(Jorge Sousa Braga)

22/11/12

21/11/12

Mais dois poemas de Jorge Sousa Braga


POEMA DE AMOR


Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que não
             te coubesse no dedo





NOS SEMÁFOROS DA RUA DE SANTA CATARINA


Ao menos os teus olhos
permanecem verdes
todo o ano


(Jorge Sousa Braga)

20/11/12

POEMA DE AMOR


Publicamos, a partir de hoje, alguns poemas que serão lidos na sessão “O Novíssimo Testamento”, 
dedicada à obra de Jorge Sousa Braga. 
A sessão realiza-se no próximo dia 29 de Novembro.



POEMA DE AMOR

1.

Tu és a minha aranha favorita

2.

Não sabem quanto eu gosto
de me sentir em palpos de aranha


(Jorge Sousa Braga)

05/11/12

"O NOVÍSSIMO TESTAMENTO” À MODA DO PORTO




Avançam as “Quintas de Leitura”, ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, para a sua 136ª sessão. O espetáculo, intitulado “O Novíssimo Testamento”, realiza-se no dia 29 de Novembro de 2012, às 22h00, no Café-Teatro do TCA.

Jorge Sousa Braga é o poeta convidado. Conversará com um grande comunicador: o radialista Carlos Vaz Marques.

As leituras, a cargo de Celeste Pereira, Manuela Leitão, Daniel Pinto e Isaque Ferreira, perpassam toda a obra do autor convidado, com particular incidência sobre o seu mais recente livro “O Novíssimo Testamento”, editado em Abril de 2012.

Como é apanágio das “Quintas”, outros nomes abrilhantarão a festa: o artista plástico e performer Albuquerque Mendes, responsável pela imagem da sessão; o mágico Mário Daniel; e o violetista José Valente. Três estreias absolutas neste ciclo poético.

Rita Redshoes fecha a noite, a solo, de forma intimista, numa releitura das suas canções e evocando algumas das suas referências. Concerto para nos enfeitiçar.

As “Quintas” são assim: a crise e a depressão ficam, de castigo, à porta do Teatro.

Espetáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 11,00 e 7,50 euros, num Teatro junto do seu coração.


Basta-me
o teu umbigo de vinho
para ficar bêbedo

(“Fogo Sobre Fogo”/Jorge Sousa Braga)

12/06/09

AS ESCOLHAS DE INÊS PEDROSA

POEMA DE AMOR

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que ele não
te coubesse no dedo

JORGE SOUSA BRAGA

13/05/09

Jorge Sousa Braga

LITANIA

Estava sentado numa sala anexa ao bloco operatório
e uma enfermeira passou com o teu útero num saco de plástico transparente
Com o teu útero com a minha primeira casa e a de meus irmãos
ainda escorrendo sangue
Uma pequena construção toda em pedra
com divisões de tijolo e cal hidráulica
e janelas abrindo para o vale
Com o teu útero
Com a memória do pão depois de levedado e da tua saia comprida cheia de farinha
Com a memória de uma gema de ovo
Com o teu útero
Com a memória de uns sapatos demasiado apertados
Com a memória do giz e do ferro a carvão e dos alinhavos
Na minha alma antes de ser posta à prova
Com o teu útero
Com a memória de uma véspera de Natal das rabanadas e da aletria
E das águas que de súbito inundaram o soalho da cozinha
Com a memória agitada dessas águas
Com o teu útero
Com a memória de uma explosão de mimosas
Com a memória do cheiro a flor de laranjeira e a neroli
Com o teu útero
Que o anatomo-patologista dentro em pouco se encarregaria de retalhar
Com a lâmina do bisturi

Jorge Sousa Braga

(Poema para Dia da Mãe - parceria Antena 1/Quintas de Leitura)

06/05/09

Especial Dia da Mãe - Quintas de Leitura / Antena 1


Uma parceria Antena 1 / Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre a partir de uma ideia de Tiago Alves, com sonorização de Paulo Martins e Jorge Martins, e realização e produção de Paula Magalhães.
Poemas inéditos de Maria do Rosário Pedreira, Nuno Júdice e Aldina Duarte. A partir de hoje, um por dia, publicarei neste blogue os poemas que nos falam da Mãe e das Mães do Mundo.
Para ler, ver e ouvir o programa especial da Antena 1 clicando aqui.

20/03/09

ALGUNS POEMAS DE AMOR ESCOLHIDOS POR INÊS PEDROSA


O AMOR

Estou a amar-te como o frio
corta os lábios.

A arrancar a raiz
ao mais diminuto dos rios.

A inundar-te de facas,
de saliva esperma lume.

Estou a rodear de agulhas
a boca mais vulnerável.

A marcar sobre os teus flancos
itinerários da espuma.

Assim é o amor: mortal e navegável.

(Eugénio de Andrade)

*

A MEU FAVOR

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

(Alexandre O'Neill)

*

POEMA DE AMOR

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que ele não
te coubesse no dedo

(Jorge Sousa Braga)

*

POEMA DE AMOR PARA USO TÓPICO

Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço: num fundo
a preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.

(Nuno Júdice)

*

MORRER DE AMOR

Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso

(Maria Teresa Horta)

*

ASSIM O AMOR

Assim o amor
Espantado meu olhar com teus cabelos
Espantado meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos

Em vão busquei eterna luz precisa

(Sophia de Mello Breyner)

*

DESINFERNO II

Caísse a montanha e do oiro o brilho
O meigo jardim abolisse a flor
A mãe desmoesse as carnes do filho
Por botão de vídeo se fizesse amor

O livro morresse, a obra parasse
Soasse a granizo o que era alegria
A porta do ar se calafetasse4
Que eu de amor apenas ressuscitaria

(Luiza Neto Jorge)

*

Cuidado. O amor
é um pequeno animal
desprevenido, uma teia
que se desfia
pouco a pouco. Guardo
silêncio
para que possam ouvi-lo
desfazer-se.

(Casimiro de Brito)

29/11/08

OS POETAS DAS "QUINTAS"/ JORGE SOUSA BRAGA

BOLETIM METEREOLÓGICO

Céu muito nublado vento
fraco moderado de sudoeste

soprando forte nas terras
altas aguaceiros em especial

nas regiões do Norte e Centro
e que serão de neve nos

pontos mais altos da Serra
da Estrela e no teu coração.

(Jorge Sousa Braga, in "Porto de Abrigo")

16/05/08

O Poeta Nu




"Performance Líquida" de Margarida Mestre





"LAISSERVENIR" de Élèonore Didier






Nuno Artur Silva e Jorge Sousa Braga







Sandra Salomé e Filipa Leal (leituras)




Pedro Lamares e Sofia Grillo (leituras)



Mazgani (concerto a solo)



fotografias de Pat