Para ler por favor clicar sobre a imagem. Obrigada.
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26/05/14
04/02/13
A sessão de janeiro
Dança: Anna Galysheva e Marco Moreira ( Escola de Dança Gémeos Moreira)
Conversa: Valter Hugo Mãe de Maria do Rosário Pedreira
Susana Menezes, Valter Hugo Mãe e Maria do Rosário Pedreira
Leituras: Sara Carinhas e Pedro Lamares
Leituras: Susana Menezes
Leituras: Maria do Rosário Pedreira
Música: Jorge Coelho
Concerto: Aldina Duarte e Júlio Resende
Sessão "Vamos ser Velhos ao Sol"
31 de janeiro de 2013
Fotografias de Sara Moutinho.
31/01/13
Na imprensa HOJE
Notícias publicadas hoje, 31 de janeiro, nos seguintes órgãos de comunicação social (de cima para baixo): Destak, O Primeiro de Janeiro, Jornal de Notícias, Público e Visão. Para ler por favor clicar sobre cada uma das imagens, se necessário.
30/01/13
Vamos ser velhos ao sol
Este
é o poema de Maria do Rosário Pedreira que dá título à próxima sessão das
“Quintas”.
Será lido por Susana Menezes.
Vamos
ser velhos ao sol nos degraus
da
casa; abrir a porta empenada de
tantos
invernos e ver o frio soçobrar
no
carvão das ruas; espreitar a horta
que
o vizinho anda a tricotar e o vento
lhe
desmancha de pirraça; deixar a
chaleira
negra em redor do fogão para
um
chá que nunca sabemos quando
será
– porque a vida dos velhos é curta,
mas
imensa; dizer as mesmas coisas
muitas
vezes – por sermos velhos e por
serem
verdade. Eu não quero ser velha
sozinha,
mesmo ao sol, nem quero que
sejas
velho com mais ninguém. Vamos
ser
velhos juntos nos degraus da casa –
se
a chaleira apitar, sossega, vou lá eu; não
atravesses
a rua por uma sombra amiga,
trago-te
o chá e um chapéu quando voltar.
(in
“Poesia Reunida”/ Quetzal Editors)
24/01/13
A próxima sessão
Maria do Rosário Pedreira e Aldina Duarte
abrem o ano nas Quintas de Leitura
O
ano abre os olhos com o episódio número 139 das “Quintas de Leitura”, ciclo
poético do Teatro do Campo Alegre, promovido pela Câmara Municipal do Porto,
através da Fundação Ciência e Desenvolvimento.
Intitula-se
“Vamos ser velhos ao sol” e realizar-se-á no dia 31 de janeiro de 2013, no
Auditório do Teatro do Campo Alegre, às 22h00.
A
poeta convidada é Maria do Rosário Pedreira que conversará com Valter Hugo Mãe
sobre tudo o que lhes aprouver. Uma conversa sem limites, sem tempo.
As
leituras, a cargo da autora convidada e de Sara Carinhas, Susana Menezes e
Pedro Lamares, percorrerão toda a obra poética de Maria do Rosário. Entre
leituras, a sonoridade mágica da guitarra de Jorge Coelho.
O
habitual momento de dança revela-nos dois exímios dançarinos: Marco Moreira e
Anna Galysheva. Chachacha, rumba e o que mais se verá, à solta nos palcos do
TCA.
O
fotógrafo Pedro Teixeira Neves assina a imagem da sessão.
Na
segunda parte, a presença única da fadista Aldina Duarte. Cantará poemas de
Maria do Rosário Pedreira, desta feita acompanhada pelo pianista Júlio Resende.
Não é difícil imaginar um concerto memorável.
Nas
“Quintas”, a depressão e a crise ficam à porta do teatro. Junte-se a nós, nesta
noite de festa e sonho. Espetáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 11,00
Euros e 7,50 Euros (com desconto).
16/01/13
No blogue de Maria do Rosário Pedreira
Maria do Rosário Pedreira escreve no seu blogue sobre "Vamos ser velhos ao sol", a sessão que lhe será dedicada em 31 de janeiro. Leia o texto integral clicando aqui.
07/01/13
03/01/13
16/06/09
POEMA DE AMOR
Lembrava-se dele e, por amor, ainda que pensasse
em serpente, diria apenas arabesco; e esconderia
na saia a mordedura quente, a ferida, a marca
de todos os enganos, faria quase tudo
por amor: daria o sono e o sangue, a casa e a alegria,
e guardaria calados os fantasmas do medo, que são
os donos das maiores verdades. Já de outra vez mentira
e por amor haveria de sentar-se à mesa dele
e negar que o amava, porque amá-lo era um engano
ainda maior do que mentir-lhe. E, por amor, punha-se
a desenhar o tempo como uma linha tonta, sempre
a cair da folha, a prolongar o desencontro.
E fazia estrelas, ainda que pensasse em cruzes;
arabescos, ainda que só se lembrasse de serpentes.
MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA
Poema escolhido por Inês Pedrosa para a voz de Filipa Leal.
em serpente, diria apenas arabesco; e esconderia
na saia a mordedura quente, a ferida, a marca
de todos os enganos, faria quase tudo
por amor: daria o sono e o sangue, a casa e a alegria,
e guardaria calados os fantasmas do medo, que são
os donos das maiores verdades. Já de outra vez mentira
e por amor haveria de sentar-se à mesa dele
e negar que o amava, porque amá-lo era um engano
ainda maior do que mentir-lhe. E, por amor, punha-se
a desenhar o tempo como uma linha tonta, sempre
a cair da folha, a prolongar o desencontro.
E fazia estrelas, ainda que pensasse em cruzes;
arabescos, ainda que só se lembrasse de serpentes.
MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA
Poema escolhido por Inês Pedrosa para a voz de Filipa Leal.
19/05/09
FAZES-ME FALTA. POEMAS DE AMOR ESCOLHIDOS POR INÊS PEDROSA.
Para a sessão do dia 18 de Junho, Inês Pedrosa escolheu, para serem lidos, 25 poemas de Amor. Revelamos hoje os seus autores:
Mário Cesariny
António Botto
Álvaro de Campos
Eugénio de Andrade
Sophia de Mello Breyner Andresen
Ana Hatherly
Natália Correia
Alexandre O'Neill
Fernando Assis Pacheco
Pedro Támen
Al Berto
Maria Teresa Horta
Nuno Júdice
Luís Miguel Nava
Luiza Neto Jorge
Manuel António Pina
Jorge Sousa Braga
Maria do Rosário Pedreira
Fernando Pinto do Amaral
José Tolentino Mendonça
Herberto Helder
Inês Pedrosa
Refira-se, ainda, que os poemas serão lidos por Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Rute Pimenta, Isaque Ferreira e Pedro Lamares.
Mário Cesariny
António Botto
Álvaro de Campos
Eugénio de Andrade
Sophia de Mello Breyner Andresen
Ana Hatherly
Natália Correia
Alexandre O'Neill
Fernando Assis Pacheco
Pedro Támen
Al Berto
Maria Teresa Horta
Nuno Júdice
Luís Miguel Nava
Luiza Neto Jorge
Manuel António Pina
Jorge Sousa Braga
Maria do Rosário Pedreira
Fernando Pinto do Amaral
José Tolentino Mendonça
Herberto Helder
Inês Pedrosa
Refira-se, ainda, que os poemas serão lidos por Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, Rute Pimenta, Isaque Ferreira e Pedro Lamares.
13/05/09
Maria do Rosário Pedreira - inédito
Por serem mães, nem viram aquilo que parecia
um raio de sol interrompendo o mundo – e
levam os meninos mortos ao colo no fio dos
caminhos, confundindo sempre a lã do xaile
com o calor do sangue que lhes ensopa as mãos.
Seguem sem poder acreditar – ou então acreditam
que não seriam capazes de amar tanto uma coisa
parada no tempo, e por isso vão, imperturbáveis,
ouvindo bater dentro do próprio peito os corações
vermelhos pequeníssimos. Mais adiante, deter-se-ão
para descobrir um seio redondo e cheio à minúscula
boca prometido – não vá ela abrir-se de repente e,
milagrosamente, começar a chorar.
Maria do Rosário Pedreira
Outubro de 2008
Inédito
(Poema para Dia da Mãe - parceria Quintas de Leitura / Antena 1)
um raio de sol interrompendo o mundo – e
levam os meninos mortos ao colo no fio dos
caminhos, confundindo sempre a lã do xaile
com o calor do sangue que lhes ensopa as mãos.
Seguem sem poder acreditar – ou então acreditam
que não seriam capazes de amar tanto uma coisa
parada no tempo, e por isso vão, imperturbáveis,
ouvindo bater dentro do próprio peito os corações
vermelhos pequeníssimos. Mais adiante, deter-se-ão
para descobrir um seio redondo e cheio à minúscula
boca prometido – não vá ela abrir-se de repente e,
milagrosamente, começar a chorar.
Maria do Rosário Pedreira
Outubro de 2008
Inédito
(Poema para Dia da Mãe - parceria Quintas de Leitura / Antena 1)
06/05/09
Especial Dia da Mãe - Quintas de Leitura / Antena 1

Uma parceria Antena 1 / Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre a partir de uma ideia de Tiago Alves, com sonorização de Paulo Martins e Jorge Martins, e realização e produção de Paula Magalhães.
Poemas inéditos de Maria do Rosário Pedreira, Nuno Júdice e Aldina Duarte. A partir de hoje, um por dia, publicarei neste blogue os poemas que nos falam da Mãe e das Mães do Mundo.
Para ler, ver e ouvir o programa especial da Antena 1 clicando aqui.
22/12/08
DIGA 33 - fotografias da Quinta de Leitura- Primeira parte
Raúl Peixoto da Costa
valter hugo mãe
Nuno Júdice
Maria do Rosário Pedreira
João Rios
Ana Deus e Tó Trips
Fotografias de Sara Moutinho.
O espectáculo de lançamento da antologia DIGA 33 - os poetas das Quintas de Leitura foi uma grande Festa de Poesia. Leituras, música, canto, performance.
Aqui estão imagens de todos os que estiveram em palco na primeira parte do espectáculo.
Na plateia, os também antologiados João Habitualmente e Adolfo Luxúria Canibal.
Lotação esgotada no grande auditório do TCA para ver e ouvir a poesia no ar.
02/12/08
OS POETAS DAS "QUINTAS"/ MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA
Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e a genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda. não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.
(Maria do Rosário Pedreira, in "Nenhum Nome Depois")
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e a genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda. não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.
(Maria do Rosário Pedreira, in "Nenhum Nome Depois")
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