AINDA a ALEGRIA
Que ficassem a uma distância
em que não visse
os dentes quando riem
esse riso: a pele que gera o germe
e sua multiplicação:
- eu sei que o tempo avança
a contaminação ramificada
de corpo-a-corpo
pouco já serei gente, apenas
o medo e seus cercados
apenas aquela crueza
como só na infância
apenas não quero ver, de outrora
o azul já comido pelas traças -
no avesso do «branco», do «exacto»:
a avidez
um obstinado nojo que preserva
das Fúrias a alegria
(Maria Andresen, in "Lugares")
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Andresen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Andresen. Mostrar todas as mensagens
03/12/08
25/10/07
A imprensa de hoje a propósito da estreia de Maria Andresen
22/10/07
Poesia no Campo Alegre diz a Notícias Magazine
18/09/07
ESTREIA DA POETA MARIA ANDRESEN NAS "QUINTAS DE LEITURA"
Fotografia de Mafalda CapelaA poeta Maria Andresen vai participar pela primeira vez neste ciclo poético.
A sessão realiza-se no dia 25 de Outubro e intitula-se "LUGARES E PASSAGENS".
Do guião, escolhemos este belo poema:
Pedras de silêncio somos
se atalhos há
são filamentos ténues
quebradiços
Chamei-te
uma pedra de silêncio
somos todos
uma pedra hirta
ao sol
(in "Lugares"/Relógio D' Água)
Do guião, escolhemos este belo poema:
Pedras de silêncio somos
se atalhos há
são filamentos ténues
quebradiços
Chamei-te
uma pedra de silêncio
somos todos
uma pedra hirta
ao sol
(in "Lugares"/Relógio D' Água)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



