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13/01/14

As Quintas no AGORA da RTP2


Foi ontem transmitida (12 de janeiro), na RTP 2, a reportagem que o magazine cultural da RTP 2 (AGORA) veio fazer sobre o ciclo Quintas de Leitura.
Veja a reportagem 
CLICANDO AQUI.  (procurar por volta do minuto 15:20).


Resumo do programa de ontem: 
No AGORA deste domingo, propomos-lhe escutar o mestre Shakespeare, que terá nascido há 450 anos. O mais célebre dramaturgo inglês é trazido a cena por dois nomes do teatro português: Beatriz Batarda e Nuno Cardoso, com as peças Como Queiram e Coriolano, respetivamente. Também em destaque uma espécie de viagem no tempo através de antigas imagens do cinema e não só, guardadas no Arquivo Nacional de Imagens em Movimento da Cinemateca Portuguesa. 

Na música: entrevista com Milton Nascimento, sobre o caminho traçado ao longo dos seus 50 anos de carreira, e a portuguesa Joana Machado, revelação do jazz, que lança este mês um novo disco a solo. Pela literatura, há poesia no Porto, nas Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre, e ainda as obras de dois transmontanos dedicados às palavras: António Pires Cabral e Ernesto Rodrigues.
O programa AGORA é o novo magazine cultural semanal da RTP2 que cobre a atualidade artística em todas as suas vertentes.
O universo literário, ensaístico, artístico e científico, além de produções e eventos nas áreas da banda desenhada e fotografia; as artes cénicas - designadamente teatro, dança, circo e ópera - a arquitetura, design, pintura, museologia e património; bem como a temática infanto-juvenil (espetáculos, edições em livro, disco ou suportes digitais), contam-se entre as matérias a tratar.
Além da atualidade nacional, AGORA dará particular atenção ao universo cultural lusófono ...dos PALOP, Brasil, Timor-Leste, Macau e comunidades emigrantes portuguesas.
A apresentação cabe a Filomena Cautela. O magazine semanal é complementado com um apontamento de agenda diária, de 2ª a 6ª feira às 21h55 com a duração de 5 min.

AGORA é o novo magazine cultural da RTP2

02/12/13

Foi assim a sessão 150


Filipa Leal - apresentação/conversa



Joana Bagulho (cravo) interpretou temas de Carlos Paredes.






João Luís Barreto Guimarães ( poeta convidado), Filipa Leal ( conversa e apresentação) e Golgona Anghel (poeta convidada) - Imagem : Joana Rego


Participação especial de Sr. Loureiro ( barbeiro) 



João Luís Barreto Guimarães


Golgona Anghel 



Os atores Teresa Coutinho e Rui Spranger (leituras)



Natalia Juskiewicz ( violino)




Concerto de Miguel Araújo .

Sessão nº 150 
do ciclo poético Quintas de Leitura
Fotografias de Sara Moutinho
28 de novembro de 2013
"Agora que o leste mudou será que eles vão dar outro nome ao mar vermelho?"

26/11/13

Poema de João Luís Barreto Guimarães dedicado a Jorge Sousa Braga


folheio o jornal de ontem durante o pequeno
almoço (leio a desactualidade:) «o homem
que limpava o poço dos desejos enriqueceu».

avanço os editais (assinatura ilegível?)
«no sítio onde os lavradores se juntaram
chorando a seca nasceu um longo feijoeiro».

aquela figura do partido tantas vezes foi
chamada aos salões da capital que ao colher
o título na portagem da auto-estrada lhe saiu:
senhor ministro. peço o sumo do anúncio que

enche a página de jornal (mas não surgem
raparigas propondo dias de sol) agora que
o leste mudou será que eles vão dar outro
nome ao mar vermelho?

in "Poesia Reunida" / Quetzal Editores

                                                     

07/11/13

Sessão 150


Sessão 150 do ciclo Quintas de Leitura

Eis-nos chegados à sessão número 150 das “Quintas de Leitura”, ciclo poético do Teatro do Campo Alegre/Câmara Municipal do Porto (TCA). A sessão, intitulada “Agora que o leste mudou será que eles vão dar outro nome ao mar vermelho?”, realiza-se a 28 de novembro de 2013, às 22h00, no Café-Teatro do TCA.

A sessão 150 foi construída de raiz em torno da poesia de dois estreantes nas “Quintas”: os poetas Golgona Anghel e João Luís Barreto Guimarães.

Os convidados conversarão com a também poeta Filipa Leal, estando as leituras a cargo dos actores Teresa Coutinho e Rui Spranger. Entre leituras, o som da violinista polaca Natalia Juskiewicz. A pintora Joana Rêgo inspirou-se no universo poético dos convidados para construir a imagem da sessão. Tempo ainda para nos emocionarmos com a singela performance do Senhor Loureiro. Para mais tarde contar aos amigos.

A sessão abre com o som mágico da cravista Joana Bagulho, que interpretará temas de Carlos Paredes. Depois de um curto intervalo, um concerto imperdível com o génio musical de Miguel Araújo, a solo. Em suma: festa até às tantas, para fintar a depressão.

Neste ciclo poético, para trás, recorda o programador João Gesta, ficam números invulgares para um ciclo poético:

- quase 35.000 espectadores;
- taxa de ocupação de salas nunca inferior a 95%;
- mais de 1.200 artistas convidados de todas as áreas de expressão artística;
- quase 4.000 textos poéticos lidos;
- mais de 80% de espetáculos concebidos e produzidos de raiz pela equipa do TCA.

E prossegue o programador:

Ficarão na nossa memória sessões mágicas com convidados como José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares. Manuel António Pina, José Tolentino Mendonça, Vasco Graça Moura, Jorge Sousa Braga, Pedro Mexia, Maria do Rosário Pedreira, Rui Reininho, Pedro Abrunhosa, Bernardo Sassetti, Lula Pena, Clã, Dead Combo, António Zambujo, O’questrada, Vera Mantero, Margarida Mestre, Tânia Carvalho, Sónia Baptista, Luís Guerra, Mafalda Deville, O Copo, Peixe Graúdo, só para citar alguns.

São 12 anos de Sonho e Utopia, um “lento e incendiário caminho” trilhado lado a lado com o nosso cúmplice de sempre: - o maravilhoso, sábio e crítico público das “Quintas”.
Espectáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 11,00 Euros e 7,50 Euros (com desconto).                                          

26/09/12

um poema de João Luís Barreto Guimarães dedicado a Pedro Mexia


Pão quente


Escravo do que aparece escrevo
porque acontece (a doença da poesia:
não desejo poesia a ninguém). O que
revelas à folha ao comprar uma caneta?
Algo assim como «metáfora
resiste à metonímia» ou
«virá o dia em que o simples falar
será poesia»? Este
(com licença)
poema é uma das possibilidades:
a poesia está nas coisas
(pão quente)
destapa-a.

(João Luís Barreto Guimarães)