01/12/14
A sessãod e novembro em imagens
26/11/14
23/11/09
João Gesta - Programa Vizinhos - Porto Canal - Segunda Parte
Pedro Nunes, da Porto Canal, visitou João Gesta no Teatro do Campo Alegre numa noite de ensaios para a sessão de Quintas de Leitura «Um Poeta no Sapato» ( A. Pedro Ribeiro, Daniel Jonas, Nuno Moura e João Rios).
Dia 29 de Outubro o programa Vizinhos foi emitido.
(Peço desculpa pela demora da publicação da segunda-parte deste programa, mas nem sempre a Internet responde da forma que pretendo. Foi demorado mas consegui).
06/11/09
JOÃO GESTA - Vizinhos - Parte I
30/10/09
Uma noite revolucionária
29/10/09
27/10/09
UM POETA NO SAPATO
A. PEDRO RIBEIRO (poesia)
DANIEL JONAS (poesia)
NUNO MOURA (poesia)
JOÃO RIOS e ANÍBAL ANDRADE poesia/guitarra)
ADRIANA FARIA (apresentação)
MÁRIO VITÓRIA (imagem)
MÓNICA COTERIANO e PEDRO GONÇALVES (performance)
TÂNIA CARVALHO, BRUNA CARVALHO e ZECA IGLÉSIAS (música)
26/10/09
21/10/09
DANIEL JONAS
haveria de saber escrever haikus como Bashô.
Assim não é,
de nipónica a minha pena
nada tem;
a minha pena é portuguesa. Canta o fadô
como ninguém.
x-x
AEROFÁGICAS
Anafada
aquela fada
tem o condão
de não gostar nada
de varinhas mágicas
x-x
COMÉDIA
Vazio. Queixa-se
de vazio.
E nisto esvazia o outro
tão cheio
disto tudo.
x-x
ELEMENTÁRIO
O verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em falar do que não pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em não falar do que pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em não falar do que não pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em falar do que pode ser dito a quem
se não quer dizer
isto, claro, partindo do princípio
de que há um sentido das palavras,
verdadeiro, um poema e um
a quem se queira dizer.
(poemas de Daniel Jonas)
19/10/09
A próxima sessão é vezes quatro
Uma "Quinta de Leitura" que vale por quatro.
Quatro vozes fulgentes, irreverentes, alucipantes da poesia portuguesa contemporânea: Daniel Jonas, Nuno Moura, A. Pedro Ribeiro e João Rios.
As "Quintas de Leitura" vão pegar fogo. Quarenta minutos de poemas incendiários, eivados de amor e humor de todas as cores. Entre outros, "Declaração de amor ao primeiro-ministro", por A. Pedro Ribeiro:
"Estou apaixonado pelo primeiro-ministro
Quero vê-lo num filme porno."
Daniel Jonas, Nuno Moura, A. Pedro Ribeiro e João Rios são os poetas convidados de um espectáculo único e irrepetível, a acontecer no próximo dia 29 de Outubro, às 22h00, no auditório do TCA.
Pedimos ajuda ao poeta valter hugo mãe e ele descobriu um nome para a sessão: "UM POETA NO SAPATO".
As leituras serão asseguradas pelos Poetas convidados, sendo que a guitarra de Aníbal Andrade acompanhará João Rios em dois poemas.
A bela Adriana Faria, mestre-de-cerimónias, põe água na fervura. O artista plástico Mário Vitória, responsável pela imagem da sessão, deita achas para a fogueira.
No momento dedicado à performance, Mônica Coteriano & Pedro Gonçalves (contrabaixista dos Dead Combo) contam-nos "The Story of My Life", história baseada na violoncelista Guilhermina Suggia.
Fecham a noite os "Moliquentos". Concerto de 30 minutos com Tânia Carvalho (voz e piano), Bruna Carvalho (bateria) e Zeca Iglésias (baixo eléctrico). Bate forte, fortemente...
Concepção de João Gesta, que continua com a pastilha em atraso.
Foi você que pediu uma noite verdadeiramente esquisita?
chichi
sofá
antes
uma volta pelo TCA.
Espectáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 9,00 e 6,00 Euros.
13/10/09
DANIEL JONAS
08/10/09
DANIEL JONAS
Dizer meu Zeus não os engana.
Sobre um muro de cal demorada
nenhuma lamentação se torna mais branca,
nem percorrendo bosques no enleio
de ramosa dor Diana
tu não me apareces.
Como um veado inábil
enleio os próprios galhos
em galhos de frondoso alheio
ou o cálice prefixa a cal
como aviso.
Não sei por que procuro assim um deus:
ando à procura de um deus pelos bosques
como de bagas.
(poema de Daniel Jonas)
06/10/09
MAIS UM SONÓTONO DE DANIEL JONAS
Que lhe sinto a falta, ah, espada tão tíbia
Que ao rádio obriga, a tez diz-lhe tão nívea
Que lhe guardo p´ra sempre o retratinho.
Que já morreu eu sei o que vivia;
Que só por ter morrido lhe só espero
Que a vida bem lhe vá (tão mal lhe quero).
Que amei, diz-lhe, sim, mais do que devia,
Que eu sei o tarde que é diz-lhe hoje cedo,
Que só agora a quero, à coisa que era,
Que antes não sabia - ah se o soubera! -
Que é póstuma a paixão e prévio o medo.
Que a vida vem da esquina, é um quiosque,
Que triste que é, que vã, que asco, que, que...
(Daniel Jonas)
01/10/09
DANIEL JONAS
Pingam as rosas, partem os comboios,
Aquela rapariga de olhos lóios
Tapou as belas gemas em véu preto.
O relógio da torre executa as horas:
Brada dobre balada o sino algoz.
Quem sou não foi quem fui, um albatroz
Debica-me quem resto, crava esporas.
Não choram arcadas mas traves mestras,
Arqueia o pé direito do meu dorso;
Num saco levo o corpo, um pobre torso
Que dou aos pobres pombos das fenestras.
Um sopro do precórdio asfixiado
Afrouxa a corda e sai triste e cansado.
(Sonótono de Daniel Jonas)
28/09/09
21/04/09
AJUDE-NOS A ENCONTRAR UM TÍTULO PARA ESTA SESSÃO
Vejam este elenco fabuloso:
Poetas convidados
Nuno Moura, Daniel Jonas, A. Pedro Ribeiro e João Rios
Responsável pela imagem
Mário Vitória
Música
concerto dos "Moliquentos" com Tânia Carvalho (voz e piano), Bruna Carvalho (bateria) e Zeca Iglésias (guitarra)
Performance
Mônica Coteriano & Pedro Gonçalves (Dead Combo) apresentam "The Story of My Life".
Uma sessão do outro mundo. Impossível ficar em casa.
22/12/08
DIGA 33 - fotografias da Quinta de Leitura- Primeira parte
Nuno Júdice
Maria do Rosário Pedreira
João Rios
Fotografias de Sara Moutinho.
O espectáculo de lançamento da antologia DIGA 33 - os poetas das Quintas de Leitura foi uma grande Festa de Poesia. Leituras, música, canto, performance.
29/11/08
OS POETAS DAS "QUINTAS"/ DANIEL JONAS
Que uma musa metálica redime
E faz dum vulcão cama e os lençóis lava,
Soldo a métrica, malho p'ra que rime.
Toco a afiada lira, tanjo o meu aço,
Na homérica bigorna chispa e liça.
Silvam sereias, chamam-me ao regaço,
Ítaca estanca a dor, Ática atiça-a.
Como operário do verso blindo a nave
Que ao leme outro almirante levará;
Levo-me a mim à vela, o argueiro é trave:
Neste solo outro mastro cantará.
E se o cálamo às vezes carpe as bulhas
Das carúnculas saem-me faúlhas.
(Daniel Jonas, in "Sonótono")
































