28/11/12

GERÊS



Quando me levantei
já as minhas sandálias andavam
a passear lá fora na relva


Esta noite
até os atacadores dos sapatos
floriram


(Jorge Sousa Braga)

27/11/12

Histórias Indianas nas Quintas de Leitura Lançamento Cadernos do Campo Alegre





A sessão de lançamento do 16.º livro da coleção “Cadernos do Campo Alegre”, intitulado “Histórias Indianas”, realiza-se no Teatro do Campo Alegre, a 13 de dezembro de 2012, às 22h00, num espetáculo do ciclo “Quintas de Leitura”, promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento.

Este livro, da autoria de Cristina Drios, foi o vencedor do Prémio Literário Cadernos do Campo Alegre “Novo Autor, Primeiro Livro”, organizado pela Fundação Ciência e Desenvolvimento com o apoio da Editora Objectiva. Na edição de 2012, o Prémio Literário foi atribuído ao género conto.

Sob o signo do Oriente, a sessão será aberta pela Companhia de Dança Diana Rego: Diana Rego, Marta Dias e Sofia Vaz, acompanhadas ao vivo pelo músico Marc Planells.

Cristina Drios, responsável também pela fotografia da sessão, conversará com o escritor João Tordo, a propósito do livro vencedor e das suas vivências na Índia.

Sofia Bilhau e Paulo Condessa lerão fragmentos do livro agora apresentado. Entre leituras, as sonoridades inusitadas de Paulo Mesquita que trata o piano como um instrumento total, dentro e fora das teclas e das cordas.

Depois de um curto intervalo, um momento arrebatador: Vera Mantero (voz) e Gabriel Godoi (guitarra) interpretam Caetano Veloso. Foi você que pediu emoções fortes?

Assim decorrerá, sem espinhas, o episódio número 137 do ciclo “Quintas de Leitura”.



Espetáculo para maiores de 16 anos.
Bilhetes: 11 euros (normal); 7,50 euros (com desconto)

22/11/12

21/11/12

Mais dois poemas de Jorge Sousa Braga


POEMA DE AMOR


Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que não
             te coubesse no dedo





NOS SEMÁFOROS DA RUA DE SANTA CATARINA


Ao menos os teus olhos
permanecem verdes
todo o ano


(Jorge Sousa Braga)

20/11/12

POEMA DE AMOR


Publicamos, a partir de hoje, alguns poemas que serão lidos na sessão “O Novíssimo Testamento”, 
dedicada à obra de Jorge Sousa Braga. 
A sessão realiza-se no próximo dia 29 de Novembro.



POEMA DE AMOR

1.

Tu és a minha aranha favorita

2.

Não sabem quanto eu gosto
de me sentir em palpos de aranha


(Jorge Sousa Braga)

05/11/12

"O NOVÍSSIMO TESTAMENTO” À MODA DO PORTO




Avançam as “Quintas de Leitura”, ciclo poético promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, para a sua 136ª sessão. O espetáculo, intitulado “O Novíssimo Testamento”, realiza-se no dia 29 de Novembro de 2012, às 22h00, no Café-Teatro do TCA.

Jorge Sousa Braga é o poeta convidado. Conversará com um grande comunicador: o radialista Carlos Vaz Marques.

As leituras, a cargo de Celeste Pereira, Manuela Leitão, Daniel Pinto e Isaque Ferreira, perpassam toda a obra do autor convidado, com particular incidência sobre o seu mais recente livro “O Novíssimo Testamento”, editado em Abril de 2012.

Como é apanágio das “Quintas”, outros nomes abrilhantarão a festa: o artista plástico e performer Albuquerque Mendes, responsável pela imagem da sessão; o mágico Mário Daniel; e o violetista José Valente. Três estreias absolutas neste ciclo poético.

Rita Redshoes fecha a noite, a solo, de forma intimista, numa releitura das suas canções e evocando algumas das suas referências. Concerto para nos enfeitiçar.

As “Quintas” são assim: a crise e a depressão ficam, de castigo, à porta do Teatro.

Espetáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 11,00 e 7,50 euros, num Teatro junto do seu coração.


Basta-me
o teu umbigo de vinho
para ficar bêbedo

(“Fogo Sobre Fogo”/Jorge Sousa Braga)

29/10/12

A última sessão!


















Fotografias de Sara Moutinho



Uma noite em cheio a valer por três


De regresso à sala que as viu nascer, o café-teatro, as “Quintas de Leitura”, ciclo poético do Teatro do Campo Alegre, promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, apresentaram na passada noite de 25 de Outubro de 2012, a sua 135ª sessão.

O espetáculo, intitulado “As borboletas não dormem a sesta”, inspirou-se num pensamento quase normal do agitador e escritor vanguardista Ramón Gómez da la Serna. E a sessão, completamente esgotada foi uma noite especial, rara, imperdível e irrepetível, construída em três momentos.

O primeiro levou ao palco do café-teatro Adolfo Luxúria Canibal que disse, como só ele o sabe e pode fazer, dois poemas de Mário Cesariny e dois estilhaços de sua própria autoria. Adolfo esteve acompanhado pelos músicos António Rafael (piano, teclados, programações), Henrique Fernandes (contrabaixo) e Jorge Coelho (guitarra elétrica).

O segundo momento foi a estreia absoluta nas “Quintas” do virtuoso guitarrista Pedro Jóia. Foram cerca de 20 minutos de guitarra clássica com sonoridades mágicas que atravessaram composições de Carlos Gardel e fados tradicionais portugueses.

Ficou para o fim do serão o recital-concerto do coletivo poético “Peixe Graúdo”, constituído pelas vozes de Ana Celeste Ferreira, Marta Bernardes e Teresa Coutinho e pelo piano de Ricardo Caló. Poemas e melodias de sempre, ditos e cantados num registo cheio de humor e quase provocatório.

Sobre esta atuação, João Gesta, o programador do ciclo, esclarece: “Foi uma intervenção de elevado teor patriótico, com bolinha vermelha ao canto da alma, só aconselhável a contribuintes com sólida formação estomacal”.

O “Peixe Graúdo” contou ainda com a participação especial de dois reforços de Outono: Tiago Beat (beatbox) e Ianina Khmelik (violino).


22/10/12

Manuel António Pina


Manuel António Pina por Pat



Um dia destes, zás!, morro!



Entre Deus e o Diabo venha o Diabo e escolha.
Entre amar-te e a vida te escolho ó dia como
uma doença de pele e te redijo
por palavras minhas tão envergonhado ó dia!
conforta-me e lava-me de toda a porcaria que eu
com a unha da melancolia te corrijo.


Em Lisboa perdi a paciência,
fui crucificado morto e enterrado.
Ressuscito-te dos mortos. E dentro da barriga te persisto
e entre dentes te percorro de solidão inesperado.
A ti recorro ó cirurgião estou tão zangado tão zangado
e morro porque não tenho idade para isto!


(Poema de Manuel António Pina)


19/10/12

Pedro Tochas













O comediante Pedro Tochas esteve de novo no ciclo “Quintas de Leitura”, promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, num espetáculo único, que aconteceu a 11 de Outubro, no Café-Teatro do Teatro do Campo Alegre. Esta foi a 18ª presença de Pedro Tochas neste ciclo.

Sob o título “Na Ponta da Língua 2 – Pedro Tochas responde”, esta performance, nas palavras do artista, teve como ponto de partida a curiosidade do público. Todos  foram convidados a participar nesta aventura, na qual ficaram a saber o que sempre quiseram saber sobre o comediante.

Fotografias de Raquel Viegas.



Hoje no semanário GRANDE PORTO


16/10/12

Uma noite que vale por três



Ilustração de Marta Bernardes

As “Quintas de Leitura”, ciclo poético do Teatro do Campo Alegre, promovido pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, apresentam no próximo dia 25 de Outubro, às 22h00, no Café-Teatro, a sua 135ª sessão.

O espetáculo, intitulado “As borboletas não dormem a sesta”, inspira-se num pensamento quase normal do agitador e escritor vanguardista Ramón Gómez da la Serna. Propomos-lhe uma noite especial, rara, imperdível, irrepetível, construída em três momentos.

O primeiro traz ao TCA o músico Pedro Jóia, um virtuoso da guitarra clássica. Vinte minutos de sonoridades mágicas. Estreia absoluta nas “Quintas”.

No segundo momento, Adolfo Luxúria Canibal diz, como só ele o sabe e pode fazer, dois poemas de Mário Cesariny e dois estilhaços de sua própria autoria. Adolfo será acompanhado nesta alucinante viagem poética pelos músicos António Rafael (piano, teclados, programações), Henrique Fernandes (contrabaixo) e Jorge Coelho (guitarra elétrica).

Fica para o fim do serão o recital-concerto do colectivo poético “Peixe Graúdo”, constituído pelas vozes de Ana Celeste Ferreira, Marta Bernardes e Teresa Coutinho e pelo piano de Ricardo Caló. Poemas e melodias de sempre, ditos e cantados num registo cheio de humor e quase provocatório. Não faltarão grandes temas como “Pó de arroz” de Carlos Paião e “Portugal Alcatifado” do inimitável Manuel João Vieira.

Sobre esta atuação, alerta João Gesta, o programador do ciclo: “Intervenção de elevado teor patriótico, com bolinha vermelha ao canto da alma, só aconselhável a contribuintes com sólida formação estomacal”.

O “Peixe Graúdo” contará ainda com a participação especial de dois reforços de Outono: Tiago Beat (beatbox) e Ianina Khmelik (violino).


Portugal alcatifado bebe vinho e canta o fado (Manuel João Vieira)


Uma noite intensa que vale por três, com preços ao ritmo da austeridade: 11,00 Euros e 7,50 Euros. Junte-se a nós.