
18/10/10
11/10/10
Pedro Tochas procura cobaias

“Experiência Teste” é a 14ª apresentação do comediante Pedro Tochas nas “Quintas de Leitura”, ciclo organizado pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento.
Tochas apresenta “Experiência Teste” nos dias 21, 22 e 23 de Outubro, às 22h00, no Café-Teatro do Teatro do Campo Alegre.
Sobre o espectáculo Pedro Tochas esclarece tudo:
Quando se inicia uma nova criação, o mais difícil é definir o tipo de espectáculo a fazer: stand-up comedy, contador de histórias, clown ou, ainda, tudo misturado.
Escolher, de entre as ideias iniciais, o caminho a seguir é uma decisão sempre arriscada, porque nunca se sabe o que daí irá resultar.
É neste contexto que surge este espectáculo, onde se experimentam conceitos e testam ideias.
Entre o bom e o mau, o bonito e o feio, tudo pode acontecer.
Uma boa oportunidade para observar o processo criativo em estado puro e, ao mesmo tempo, ser cobaia nesta EXPERIÊNCIA TESTE.
O programador João Gesta sugere: “venha rir de uma forma inteligente ao TCA e, pelo menos por duas horas, dê um pontapé na crise”.
Espectáculo para maiores de 16 anos. Bilhetes a 9 euros em venda directa. (6 euros com os descontos habituais). Fotografia acima de Raquel Viegas.
08/10/10
04/10/10
PEDRO TOCHAS apresenta “EXPERIÊNCIA TESTE”
"O viajante sem sono" foi assim
30/09/10
Outras notícias de hoje
NA RUA DAS ESTRELAS, COMO HABITUALMENTE
ESTAS ESTRELAS VÃO BRILHAR HOJE PARA UMA PLATEIA A REBENTAR PELAS COSTURAS:
José Tolentino Mendonça
Joana Carvalho
Susana Menezes
Paulo Campos dos Reis
Tomás Cunha Ferreira
Victor Hugo Pontes
Hélder Seabra
André Louro
João Lima
Edgar Pêra
Samuel Ùria
28/09/10
UMA SESSÃO IMPERDÍVEL COM JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA
Fragmento do Livro da Sabedoria
A tua seta atirada ao alvo
fende o céu
e este logo se une
Poeira levada pelo vento
espuma dispersa pela tempestade
lembrança do viajante
que se demora apenas um dia
tudo é sombra que passa
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/Assírio & Alvim)
27/09/10
Notícias
24/09/10
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA NAS "QUINTAS"
Esta é a oferta:
prata e cobre, e linho fino,
e peles de carneiro tingidas de vermelho,
e peles de texugo,
um cordão de trinta côvados
e madeira preciosa
Na dobra escondida do mar
uma campainha
de ouro
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/Assírio & Alvim)
23/09/10
JÁ SÓ FALTA UMA SEMANA

Mais um poema de Tolentino Mendonça para lhes abrir o apetite para a sessão da próxima quinta-feira, dia 30 de Setembro.
I Know Where the Summer Goes
A cortina de areia invade o pátio
os elementos tingem o mar de uma cor encardida
que em rigor não lhe pertence
quando voltarmos à enseada
uma impressão contraditória
não nos larga
em cada plano, cada frase, cada pose
Somos sem saber os derradeiros
representantes de uma estirpe
Depois disso
não se morre nem se permanece vivo
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/Assírio & Alvim)
Uma fábula de José Tolentino Mendonça
Os animais interrompem sua marcha
julgam ouvir de repente um sino
debaixo d'água
por isso se estendem
muito longe, em auroras e ermos
quando os cremos ao nosso alcance
a atenção deles perfura
a fábula intransponível
nesse momento não vêem
dir-se-ia que nem adivinham
o fuzil de caça
os teus dedos azuis
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/ Assírio & Alvim)
21/09/10
A MÚSICA DAS "QUINTAS"
A música é uma componente importante e sempre presente nas sessões das "Quintas".
Lembramos hoje o que ainda pode ver e ouvir até ao fim do ano:
Dia 30 de Setembro (poeta convidado: José Tolentino Mendonça)
Louro & Lima
Samuel Úria
Dia 28 de Outubro (poeta convidado: Sérgio Godinho)
Sérgio Godinho
Ensemble Vocal Pro Musica
Dia 25 de Novembro (poeta convidado: João Habitualmente)
António Olaio & João Taborda
Vissi d' Arte (Mónica Lacerda Pais/Francisco Reis/Melissa Fontoura)
Contamos com a sua presença nestes momentos únicos e irrepetíveis.
20/09/10
José Tolentino Mendonça nas "Quintas de Leitura"
Os nossos dedos são cândidos
com brilhos impressos
e um tempo absorvido dos dois lados
Nos sinos, nos guizos, nas harpas
procuramos sem nenhuma restrição
o fogo e o gelo
a iluminação de um ramo dourado
Há um instante em que as nossas vozes
se fundem e destacam
reluzentes sobre a vida perpétua
Atravessamos a noite com uma vontade irreprimível
de cantar
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/ Assírio & Alvim)
17/09/10
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, O VIAJANTE SEM SONO
Por muito tempo amarei casas que existam apenas
para guardar uma bicicleta ou os remos de um bote
As casas interessantes não têm pretensão nenhuma
Estão perto de nós na hora necessária
mas a qualquer momento
com mais clareza
afastam-se das certezas que perdemos
e da imensidão que se avista de lá
Um velho provérbio diz:
Se deres um passo atrás, talvez te coloques a tempo
de uma estação clemente
15/09/10
A POESIA DE JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA
Se tiveres de escolher um reino
escolhe o relento
a noite tem a brancura do alabastro
ou mais extraordinária ainda
Ao que vem depois de ti
cede o instante
sem pronunciar
seu nome
(José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/Assírio & Alvim)
13/09/10
A POESIA DE JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA
De Profundis
Faltam aos planos das cidades
esfinges aladas
palmas fora de tempo, matagais
pequenos acrescentos a vermelho
Faltam atlas com algum detalhe
para as emissões nocturnas
nos agudos da nossa incerteza
falta uma beleza
a olhar por nós
indiscernível, entreaberta ainda
Talvez a nós próprios falte
essa grande medida
insondáveis cordas na travessia
uma juventude que o mundo possa
documentar
os teus olhos são o que resta
dos livros sagrados
e da grande pintura perdida
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O Viajante Sem Sono"/ Assírio & Alvim)
09/09/10
JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA NAS "QUINTAS DE LEITURA"
Deus não aparece no poema
apenas escutamos a sua voz de cinza
e assistimos sem compreender
a escuras perícias
A vida reclama inventários e detalhes
não a oiças
quando inutilmente perscruta as sequências
do seu trânsito
Só há um modo verdadeiro de rezar:
estende o teu corpo ao longo do barco
que desce silencioso o canal
e deixa que as folhas dos bosques
te cubram
(poema de José Tolentino Mendonça, in "O viajante sem sono"/Assírio & Alvim)

























