O programador pensou, pensou, (exercício, diga-se, que já só raramente é capaz de fazer), puxou dos seus apontamentos, consultou e não consultou o Prof. Marcelo, fez alguns telefonemas e está pronto para se despir à vossa frente, isto é, está pronto para vos revelar os momentos mais marcantes das "Quintas" em 2008:
Os melhores espectáculos do ano:
um instantinho de beleza (Março de 2008)
bife picado (Junho de 2008)
sessão de apresentação da antologia "diga33" (Dezembro de 2008)
A leitura mais marcante:
Isaque Ferreira a ler "o que é o neo-abjeccionismo" de Luiz Pacheco (sessão "um instantinho de beleza")
Melhor performance do ano:
"Ícones" de Victor Hugo Pontes
Melhor flyer do ano:
"A noite abre meus olhos", com imagem de Ilda David' (sessão dedicada à poesia de José Tolentino Mendonça).
Os melhores concertos do ano:
O´questrada
Tiago Bettencourt
Carlos Bica + João Paulo Esteves da Silva
Dead Combo + Ana Deus + Alexandre Soares
Carlos Maza
As revelações do ano:
Marta Bernardes (performance)
Raúl Peixoto da Costa (música)
Pat (fotografia)
Adriana Faria (mestre de cerimónias)
A minha opinião, que tanto vos faz rir, é a minha opinião.
Avante, marche!
05/01/09
NÚMEROS SÃO NÚMEROS
As contas das "Quintas" em 2008, sem orçamentos rectificativos, sem rede, com alma:
14 espectáculos (dos quais 10 esgotados)
20 sessões (das quais 14 esgotadas)
2.558 espectadores
136 artistas convidados
95,8% (taxa de ocupação de salas)
Obrigado a todos os que vieram, obrigado aos que tencionam vir. Este ano, prometemos, faremos melhor, faremos diferente. Ouse juntar-se a nós.
14 espectáculos (dos quais 10 esgotados)
20 sessões (das quais 14 esgotadas)
2.558 espectadores
136 artistas convidados
95,8% (taxa de ocupação de salas)
Obrigado a todos os que vieram, obrigado aos que tencionam vir. Este ano, prometemos, faremos melhor, faremos diferente. Ouse juntar-se a nós.
31/12/08
O AMOR MAIOR
por ti eu fazia tudo meu amor
eu candidatava-me às autárquicas
eu via um filme do zefirelli
eu até corria a
filha da puta da meia
maratona da nazaré
a pé coxinho
(José Carlos Barros)
eu candidatava-me às autárquicas
eu via um filme do zefirelli
eu até corria a
filha da puta da meia
maratona da nazaré
a pé coxinho
(José Carlos Barros)
30/12/08
29/12/08
UM POEMA DE AMOR PARA OS 2.558 ESPECTADORES QUE EM 2008 ASSISTIRAM ÀS NOSSAS SESSÕES
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
(António Ramos Rosa)
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
(António Ramos Rosa)
24/12/08
NATAL
A caixa com os enfeites da árvore de Natal guardada no fundo do armário; os filmes bíblicos; a reportagem dos telejornais sobre um homem vestido de pai Natal a andar de trenó na Lapónia; as guerras que param durante a véspera e o dia de Natal; a reportagem sobre a ceia de Natal dos sem-abrigo; o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras; os anúncios de brinquedos cada vez mais surpreendentes: bonecas que fazem isto, robots que fazem aquilo; o Natal dos Hospitais; os domingos passados em pijama, no sofá; a sensação de que nos pode sair o brinde do bolo rei; a comida; os circos; as compras; as ruas com luzes de Natal; velas, sinos, bolas, estrelas; os homens que passam a tarde vestidos de pai Natal no centro comercial; as palavras "especialidades de Natal" escritas em quadrados de papel na montra das pastelarias; os objectos partidos que ficam abandonados nas prateleiras quase vazias da secção de promoções; a senhora da caixa a olhar-nos nos olhos e a dizer: "verde código verde"; as pessoas que são contratadas para passarem dias a embrulharem presentes sem parar; os postais de Natal que as empresas se lembram de enviar para agradar aos clientes; as mensagens de telemóvel que as pessoas enviam, querendo desejar boas festas e tentando ser originais; os emails que as pessoas enviam, querendo desejar boas festas e tentando ser originais; os aquecedores, as lareiras e as braseiras; a lembrança da missa do galo; os amigos, os vizinhos, os tios, os primos, os irmãos, os cunhados, os sobrinhos; os avós sentados num canto da sala, a assistirem a tudo, a sorrirem, em silêncio; e os pais, e as mães, e os filhos.
JOSÉ LUÍS PEIXOTO
JOSÉ LUÍS PEIXOTO
23/12/08
DIGA 33 encheu o grande auditório
22/12/08
DIGA 33 - fotografias da Quinta de Leitura- Primeira parte
Raúl Peixoto da Costa
valter hugo mãe
Nuno Júdice
Maria do Rosário Pedreira
João Rios
Ana Deus e Tó Trips
Fotografias de Sara Moutinho.
O espectáculo de lançamento da antologia DIGA 33 - os poetas das Quintas de Leitura foi uma grande Festa de Poesia. Leituras, música, canto, performance.
Aqui estão imagens de todos os que estiveram em palco na primeira parte do espectáculo.
Na plateia, os também antologiados João Habitualmente e Adolfo Luxúria Canibal.
Lotação esgotada no grande auditório do TCA para ver e ouvir a poesia no ar.
19/12/08
30.000 PÁGINAS VISITADAS DO NOSSO BLOGUE
O mais belo poema do mundo para todos aqueles que nos continuam a dar força e a alimentar este ciclo poético.
ode doméstica
tudo no teu sorriso diz
que só te falta um pretexto
para seres feliz
uma querela talvez chegasse
ou um pequeno pastor que passasse
na estrada, com suas ovelhas
um riso, um pormenor
que no momento se pousasse
e o tornasse melhor
eu
vou pensando em coisas velhas
- sem sombra de desdém! -
na vida
naquele lampejo fugace
que o teu sorriso já não tem
e que é do passado
porque a nossa grande sabedoria
não soube tratar ente tão delicado
e declina, o dia
o pequeno pastor já não vem
(Mário Cesariny, manual de prestidigitação, Assírio & Alvim)
ode doméstica
tudo no teu sorriso diz
que só te falta um pretexto
para seres feliz
uma querela talvez chegasse
ou um pequeno pastor que passasse
na estrada, com suas ovelhas
um riso, um pormenor
que no momento se pousasse
e o tornasse melhor
eu
vou pensando em coisas velhas
- sem sombra de desdém! -
na vida
naquele lampejo fugace
que o teu sorriso já não tem
e que é do passado
porque a nossa grande sabedoria
não soube tratar ente tão delicado
e declina, o dia
o pequeno pastor já não vem
(Mário Cesariny, manual de prestidigitação, Assírio & Alvim)
17/12/08
16/12/08

No on-line da revista Viva já referem o DIGA 33. Para ler clicar aqui.
Amanhã, na RDP, Antena 1 (excluindo emissão online), João Gesta contará tudo sobre esta iniciativa no programa Portugal em Directo, entre as 13h00 e as 14h00. (Emissão Antena 1 em 96.7 fm).
15/12/08
Os retratos dos Poetas
Inaugura já amanhã a exposição dos retratos dos Poetas das Quintas de Leitura. Os 33 retratos da fotógrafa Pat estarão em exposição no Foyer do teatro de 16 de Dezembro até 31 de Janeiro de 2009, das 14h00 às 22h00.
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