21/04/08
18/04/08
Fragmentos de uma noite quase perfeita
Inês Jacques
Conversa entre Yolanda Castaño e José Luís Peixoto. Ao fundo, fotografia de Mafalda Capela


A estreia de Pinóquio nas Quintas de Leitura .

Leitura por Natália Luíza

Leitura por Susana Menezes


Pedro Lamares lê "O sorriso dos afogados" de José Luís Peixoto.
ao fundo imagens de Mafalda Capela

Mário Laginha e Pedro Lamares

Concerto por Mário Laginha
Fotografias do espectáculo por Hugo Valter Moutinho
17/04/08
14/04/08
11/04/08
09/04/08
UMA GAVETA CHEIA DE PAPÉIS VALIOSOS

Acaba de ser publicado, pela Quasi Edições, o 3º livro de poemas de José Luís Peixoto.
É um verdadeiro tesouro e intitula-se "Gaveta de Papéis". Foi "Prémio Daniel Faria 2008".
Na próxima sessão das "Quintas de Leitura", o autor vai ler alguns poemas deste novíssimo livro. A nosso pedido, lerá "Fotografia do Porto", que revelamos aqui:
FOTOGRAFIA DO PORTO
O Porto é uma menina a falar-me de outra idade.
Quando olho para o Porto sinto que já não sou capaz
de entender a sua voz delicada e, só por ouvir, sou
um monstro que destrói. Mas os meus dedos são capazes
de tocar-lhe nos ombros, de afastar-lhe os cabelos.
Entre mim e o Porto, existem milímetros que são
muito maiores do que quilómetros, mesmo quando
os nossos lábios se tocam, sobretudo quando os nossos
lábios se tocam. De que poderíamos falar, eu e o Porto,
deitados na cama, a respirar, transpirados e nus?
Eis uma pergunta que nunca terá responta.
in "Gaveta de Papéis", Quasi edições.
Na próxima sessão das "Quintas de Leitura", o autor vai ler alguns poemas deste novíssimo livro. A nosso pedido, lerá "Fotografia do Porto", que revelamos aqui:
FOTOGRAFIA DO PORTO
O Porto é uma menina a falar-me de outra idade.
Quando olho para o Porto sinto que já não sou capaz
de entender a sua voz delicada e, só por ouvir, sou
um monstro que destrói. Mas os meus dedos são capazes
de tocar-lhe nos ombros, de afastar-lhe os cabelos.
Entre mim e o Porto, existem milímetros que são
muito maiores do que quilómetros, mesmo quando
os nossos lábios se tocam, sobretudo quando os nossos
lábios se tocam. De que poderíamos falar, eu e o Porto,
deitados na cama, a respirar, transpirados e nus?
Eis uma pergunta que nunca terá responta.
in "Gaveta de Papéis", Quasi edições.
04/04/08
Lucía Aldao
«Foron en realidade case tres horas de beleza as que se viviron o xoves 27 de marzo no teatro Campo Alegre da “espantosa” (primeiro false friend) cidade de Porto, dentro do ciclo xenial chamado 'Quintas de Leitura', unha cita poética mensual estupenda, coordinada por João Gesta, desas que aquí non se estilan e que leva enchendo un gradarío de cento e pico (case 200) persoas dende o ano 2001. Cágate lorito. » (...)Lucía Aldao, uma das poetas e performers galegas presentes na sessão «Um instantinho de beleza» publicou este texto estupendo no ANOSATERRA DIÁRIO virtual, a respeito da sua vinda às«Quintas». Imperdível. Texto integral para ler clicando aqui.
02/04/08
Desmantelamento de um rio
Dois nomes maiores da poesia ibérica
A próxima sessão das "Quintas de Leitura" marca um inesperado encontro poético entre dois nomes maiores da poesia ibérica: José Luís Peixoto e Yolanda Castaño.
O encontro está marcado para o dia 17 de Abril de 2008, às 22h00, no Café-Teatro do TCA, numa sessão intitulada "Desmantelamento de um rio".
José Luís Peixoto lerá poemas do seu novíssimo livro "Gaveta de Papéis", prémio de poesia Daniel Faria. A galega Yolanda Castaño lerá textos do seu mais recente livro "Profundidade de campo" e mostrará o vídeo poema (RE)SER(VADO).
O espectáculo é ainda abrilhantado pela presença de muitos convidados: Pedro Lamares, Natália Luíza e Susana Menezes (nas leituras) e, a abrir a sessão, a formação musical "Ela Não É Francesa Ele Não É Espanhol", composta por Inês Jacques (voz) e Eduardo Raon (harpa).
Mafalda Capela, responsável pela fotografia do espectáculo, apresentará um trabalho original produzido nas Galveias, terra natal de Peixoto.
E, no fim disto tudo, um momento há muito esperado: o regresso, quatro anos depois, de Mário Laginha (piano solo) às "Quintas de Leitura".
Na noite de 17 de Abril é proibido ficar em casa - partilhe connosco este momento mágico e irrepetível.
Espectáculo para maiores de 12 anos.
(fotografia de Pat)
Gaveta de Papéis

Encantar-te-ás com os poetas até conheceres um.
Com calças de poeta, camisa de poeta e casaco
de poeta, os poetas dirigem-se ao supermercado.
As pessoas que estão sozinhas telefonam muitas vezes,
por isso, os poetas telefonam muitas vezes. Querem
falar de artigos de jornal, de fotografias ou de postais.
Nunca dês demasiado a um poeta, arrepender-te-ás.
São sempre os últimos a encontrar estacionamento
para o carro, mas quando chove não se molham,
passam entre as gotas de chuva. Não por serem
mágicos, ou serem magros, mas por serem parvos.
A falta de sentido prático dos poetas não tem graça.
Com calças de poeta, camisa de poeta e casaco
de poeta, os poetas dirigem-se ao supermercado.
As pessoas que estão sozinhas telefonam muitas vezes,
por isso, os poetas telefonam muitas vezes. Querem
falar de artigos de jornal, de fotografias ou de postais.
Nunca dês demasiado a um poeta, arrepender-te-ás.
São sempre os últimos a encontrar estacionamento
para o carro, mas quando chove não se molham,
passam entre as gotas de chuva. Não por serem
mágicos, ou serem magros, mas por serem parvos.
A falta de sentido prático dos poetas não tem graça.
José Luís Peixoto - do seu novíssimo livro "Gaveta de Papéis", prémio de poesia Daniel Faria.
(Fotografia de Pat)
31/03/08
Instantinhos da noite de 27 de Março
COPO - Paulo Condessa e Nuno Moura.
Isabel Ariel (Dança)
LUPA - Inês Veiga de Macedo, Daniela Dias e Adriana Faria.
Caixa Geral de Despojos - Isaque Ferreira
Caixa Geral de Despojos - Pedro Lamares
Couple Coffee -Luanda Cozetti (voz) & Norton Daiello (baixo)
Fotografias por Pat (Caixa Geral de Despojos).
20/03/08
Dia Mundial da Poesia
O Dia Mundial da Poesia comemora-se a 21 de Março por iniciativa da UNESCO, que o proclamou em 1999 com o objectivo de defender a diversidade linguística.
As «Quintas de Leitura» celebram a Poesia todos os dias, desde 2001.
19/03/08
COPOfonia poética. No TCA, pois claro.
O colectico "COPO", constituído pelos poetas Nuno Moura e Paulo Condessa, participarão também no mega-recital de 27 de Março. Não deixarão de ler poemas da incontornável Adília Lopes. Só para verem o que não vão perder:
Perda
sobre
perda
Pedra
sobre
pedra
( in "Caderno" / Adília Lopes)
Perda
sobre
perda
Pedra
sobre
pedra
( in "Caderno" / Adília Lopes)
12/03/08
07/03/08
UM INSTANTINHO DE BELEZA COM O POETA ABJECCIONISTA ANTÓNIO JOSÉ FORTE
Assim se chama o autor de "Uma faca nos dentes", texto que será lido pelo colectivo poético "Lupa" no próximo recital das "Quintas".
Para abrir o apetite para a noite de 27 de Março, lembramos aqui um dos mais belos poemas de amor da moderna poesia portuguesa, também da autoria de António José Forte.
POEMA
Alguma coisa onde tu parada
fosses depois das lágrimas uma ilha
e eu chegasse para dizer-te adeus
de repente na curva duma estrada
alguma coisa onde a tua mão
escrevesse cartas para chover
e eu partisse a fumar
e o fumo fosse para se ler
alguma coisa onde tu ao norte
beijasses nos olhos os navios
e eu rasgasse o teu retrato
para vê-lo passar na direcção dos rios
alguma coisa onde tu corresses
numa rua com portas para o mar
e eu morresse
para ouvir-te sonhar
Para abrir o apetite para a noite de 27 de Março, lembramos aqui um dos mais belos poemas de amor da moderna poesia portuguesa, também da autoria de António José Forte.
POEMA
Alguma coisa onde tu parada
fosses depois das lágrimas uma ilha
e eu chegasse para dizer-te adeus
de repente na curva duma estrada
alguma coisa onde a tua mão
escrevesse cartas para chover
e eu partisse a fumar
e o fumo fosse para se ler
alguma coisa onde tu ao norte
beijasses nos olhos os navios
e eu rasgasse o teu retrato
para vê-lo passar na direcção dos rios
alguma coisa onde tu corresses
numa rua com portas para o mar
e eu morresse
para ouvir-te sonhar
03/03/08
Como explicar Um instantinho???
“Um instantinho de beleza”EXERCÍCIOS DE ESTILO NAS “QUINTAS DE LEITURA”
“Um instantinho de beleza” é um mega recital de poesia, uma salada de trutas, inspirado num verso de Alexandre O´ Neill. Realiza-se no âmbito do ciclo “Quintas de Leitura”, no Auditório do Teatro do Campo Alegre, no dia 27 de Março, às 22h00.
Três colectivos poéticos – “Copo”, “Caixa Geral de Despojos” e “Lupa” – farão uma viagem triunfal através da poesia portuguesa, com paragens obrigatórias em António José Forte, Daniel Filipe, Luíz Pacheco, Fernando Assis Pacheco, Mário Cesariny, Adília Lopes, António Gancho, Jorge Sousa Braga, entre outras. É, nas palavras de João Gesta, “um pequeno levantamento do que melhor se escreveu em Portugal, dos anos 50 até aos nossos dias”.
As equipas alinham na sua máxima força. Por ordem de entrada em campo: Isaque Ferreira, Pedro Lamares e Paulo Campos dos Reis (Caixa Geral de Despojos); Nuno Moura e Paulo Condessa (Copo); Adriana Faria, Daniela Dias e Inês Veiga de Macedo (Lupa).
As actrizes galegas María Lado e Lucía Aldao também ajudam à festa com a performance poética “Todo Mal”.
Estreia de Isabel Ariel na dança das “Quintas”. Pat, outro membro do colectivo “Caixa Geral de Despojos”, envolverá a sessão num manto diáfano de Sonho e Poesia. Sim, é isso: Pat responde pela imagem da sessão.
Para o fim do espectáculo fica o sempre tão esperado momento musical – estreia nas “Quintas” da dupla “Couple Coffee”, o casamento musical de Luanda Cozetti e Norton Daiello. No site da banda pode ler-se: “Ela faz tudo o que quer com a voz. Ele sola, acompanha, e mais do que isso: o seu baixo canta. Dessa alquimia resulta uma música espantosa, original e sofisticada. A comunicação com o público é imediata. Não há quem fique indiferente a tanto virtuosismo”.
Não fique em casa – venha celebrar connosco o mi(ni)stério da Poesia. Fora de horas.
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