06/06/07
30/05/07
A POESIA DE MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA - DIA 21 DE JUNHO NAS "QUINTAS"
Este belo poema fechará a sessão.
Chama-se FADO e será dito pela poeta convidada. A seguir, durante trinta minutos, momentos mágicos de fado com ALDINA DUARTE.
FADO
Dizem os ventos que as marés não dormem esta noite.
Estou assustada à espera que regresses: as ondas já
engoliram a praia mais pequena e entornaram algas
nos vasos da varanda. E, na cidade, conta-se que
as praças acoitaram à tarde dezenas de gaivotas
que perseguiram os pombos e os morderam.
A lareira crepita lentamente. O pão ainda está morno
à tua mesa. Mas a água já ferveu três vezes
para o caldo. E em casa a luz fraqueja, não tarda
que se apague. E tu não tardes, que eu fiz um bolo
de ervas com canela; e há compota de ameixas
e suspiros e um cobertor de lã na cama e eu
estou assustada. A lua está apenas por metade,
a terra treme. E eu tremo, com medo que não voltes.
Chama-se FADO e será dito pela poeta convidada. A seguir, durante trinta minutos, momentos mágicos de fado com ALDINA DUARTE.
FADO
Dizem os ventos que as marés não dormem esta noite.
Estou assustada à espera que regresses: as ondas já
engoliram a praia mais pequena e entornaram algas
nos vasos da varanda. E, na cidade, conta-se que
as praças acoitaram à tarde dezenas de gaivotas
que perseguiram os pombos e os morderam.
A lareira crepita lentamente. O pão ainda está morno
à tua mesa. Mas a água já ferveu três vezes
para o caldo. E em casa a luz fraqueja, não tarda
que se apague. E tu não tardes, que eu fiz um bolo
de ervas com canela; e há compota de ameixas
e suspiros e um cobertor de lã na cama e eu
estou assustada. A lua está apenas por metade,
a terra treme. E eu tremo, com medo que não voltes.
29/05/07
Performance de Ana Borralho & João Galante a 21 de Julho
UNÍSSONO
Uníssono partilha dos mesmos processos de trabalho recorrentes nas performances de Borralho & Galante.
Interessa continuar a explorar a relação que o corpo social contemporâneo promove com o corpo biológico, colocando, agora, no centro das atenções a barreira/relação entre os performers.
Importa identificar e definir os limites do controlo sobre o próprio corpo; e da arte com os códigos que governam a sociedade.
Uníssono partilha dos mesmos processos de trabalho recorrentes nas performances de Borralho & Galante.
Interessa continuar a explorar a relação que o corpo social contemporâneo promove com o corpo biológico, colocando, agora, no centro das atenções a barreira/relação entre os performers.
Importa identificar e definir os limites do controlo sobre o próprio corpo; e da arte com os códigos que governam a sociedade.
Retrato de Ana Borralho e João Galante
Reconhecer em João Galante e Ana Borralho não tanto uma dupla de artistas mas um casal é central para a compreensão do seu trabalho. A dupla pressupõe, ou pelo menos admite, a conjugação de duas forças, enquanto neste casal essa conjugação torna-se uma só. Não é impunemente que em todos os seus trabalhos em conjunto eles nunca estejam frente a frente. O frente-a-frente, em Galante-Borralho, é o de um casal com o seu público. Mesmo em “No Body Never Mind 001”, em que o público os rodeava num círculo, Galante estava virado para uma metade do público, e Borralho para a outra. Tal como nos retratos de família, eles não se olham – eles olham-nos. Essa é uma das razões para que o feminino e o masculino, no seu trabalho, seja simultaneamente revelado e invertido. Eles não operam na dicotomia, mas no símbolo unificado. Também não se trata de um jogo de máscaras de quem-é-quem. O trabalho de Galante-Borralho não é dois-em-um, mas uma unidade separada em dois corpos. A identificação de um implica a iconografia contida no outro. Sem cara, não há coroa.
In programa do Lab 11/REAL
por Rui Catalão
25/05/07
18/05/07
Dez minutos antes de a «Morada» encher
11/05/07
Programador e Poeta em reunião de estratégia

Pois é. Referimo-nos ao espectáculo DIÓSPIRO, a acontecer a 5 de Julho. Trabalhando arduamente, frente ao TCA, foram apanhados em plena reunião de estratégia, com toda a antecedência. A poesia é assim. Árvores são árvores, flores são flores, dióspiros são dióspiros.Mais pormenores:
Dióspiro
Café-Teatro
22h00
Poeta convidado: Daniel Maia-Pinto Rodrigues
O livro «Dióspiro», lançado nesta noite, dá o nome à sessão e reúne 30 anos de poesia de Daniel Maia-Pinto Rodrigues, o poeta convidado.
O mais pop dos poetas portugueses será acompanhado por uma consagrada e multifacetada artista galega – a performer e poeta Yolanda Castaño.
As leituras estarão a cargo do próprio poeta e de Filipa Leal, Pedro Lamares e Isaque Ferreira, guarda-avançada do colectivo poético Caixa Geral de Despojos.
A imagem da sessão, provocadora e surrealizante, é assinada pelo poeta João Rios.
Tempo ainda para ouvir, em estreia absoluta em Portugal, o duo austríaco composto por Agnes Heginger (voz) e Georg Breinschmid (contrabaixo) que apresentarão o projecto Tanzen. Uma noite esquisita, a não perder.
08/05/07
AS "QUINTAS DE LEITURA" VISTAS À LUPA
Tempo de balanço.
A linguagem fria e inexorável dos números.
Os quatro primeiros meses (2007) de acção poética das "Quintas":
6 espectáculos (dos quais 5 esgotados)
11 sessões (9 esgotadas)
45 artistas convidados
1.475 espectadores
98,3% taxa de ocupação de salas
A mesma certeza de sempre: "Quanto mais poético - mais verdadeiro".
Venha Sonhar connosco.
A linguagem fria e inexorável dos números.
Os quatro primeiros meses (2007) de acção poética das "Quintas":
6 espectáculos (dos quais 5 esgotados)
11 sessões (9 esgotadas)
45 artistas convidados
1.475 espectadores
98,3% taxa de ocupação de salas
A mesma certeza de sempre: "Quanto mais poético - mais verdadeiro".
Venha Sonhar connosco.
O PRÓXIMO CONVIDADO DAS "QUINTAS"
Vasco Gato é uma voz importante da novíssima poesia portuguesa. Ao lado de Daniel Jonas, Filipa Leal, Rui Coias, Rui Lage, Alexandre Nave, José Rui Teixeira e Zé Luís Costa.
Vasco Gato vai estar no próximo dia 17 de Maio, às 22h00, no Teatro do Campo Alegre, para mais uma sessão do ciclo poético "Quintas de Leitura".
Altura certa para ouvirmos alguns belos poemas do seu recentíssimo livro "Omertà". Um livro a comprar com carácter de urgência.
O poema que se segue não será lido na sessão. Enfim, somos bons, mas não somos perfeitos.
Lou, somos dois continentes a boiar num tanque de pedra. O próprio espaço se agita com as nossas colisões. E no fundo da terra, como no fundo do mar, como no fundo das horas que caem, o nosso sinal é esta margem sem palavras, este cordão que atravessa simultaneamente a boca e a cintura dos animais - porque nós somos, Lou, o cofre e o improviso que o levanta, dois poços a darem eco da mesma água.
Vasco Gato vai estar no próximo dia 17 de Maio, às 22h00, no Teatro do Campo Alegre, para mais uma sessão do ciclo poético "Quintas de Leitura".
Altura certa para ouvirmos alguns belos poemas do seu recentíssimo livro "Omertà". Um livro a comprar com carácter de urgência.
O poema que se segue não será lido na sessão. Enfim, somos bons, mas não somos perfeitos.
Lou, somos dois continentes a boiar num tanque de pedra. O próprio espaço se agita com as nossas colisões. E no fundo da terra, como no fundo do mar, como no fundo das horas que caem, o nosso sinal é esta margem sem palavras, este cordão que atravessa simultaneamente a boca e a cintura dos animais - porque nós somos, Lou, o cofre e o improviso que o levanta, dois poços a darem eco da mesma água.
24/04/07
Sessão extra de «O Palhaço Escultor»
09/04/07
ESGOTADAS AS SESSÕES COM O POETA JOSÉ LUÍS PEIXOTO E O COMEDIANTE PEDRO TOCHAS
É com uma pontinha de vaidade que informamos que as "Quintas" voltaram a esgotar. Estamos a falar de 540 bilhetes que voaram em apenas quatro dias.
Obrigado a todos os que, alimentando o nosso ciclo, afirmam bem alto que SONHAR É PRECISO!
Obrigado a todos os que, alimentando o nosso ciclo, afirmam bem alto que SONHAR É PRECISO!
05/04/07
Pela blogosfera
As Quintas de Leitura viajam pela blogosfera, citadas, comentadas, sugeridas...
A esse propósito aqui fica a ligação ao Trans-ferir, espaço muito visitado e, está bom de ver, repleto de «transferências».
A esse propósito aqui fica a ligação ao Trans-ferir, espaço muito visitado e, está bom de ver, repleto de «transferências».
Disco de Cabeceira

Está no mercado e é fresquinho!!!
Terá sido tocado e cantado para o público, pela primeira vez, nas «Quintas de Leitura» na noite de 25 de Janeiro deste ano, há três meses.
Relembrando:
«Pornografia Erudita» de valter hugo mãe
O poeta valter hugo mãe foi o convidado dessa sessão do ciclo «Quintas de Leitura», para a qual escreveu textos inéditos. O espectáculo intitulou-se «Pornografia Erudita».
O poeta valter hugo mãe foi o convidado dessa sessão do ciclo «Quintas de Leitura», para a qual escreveu textos inéditos. O espectáculo intitulou-se «Pornografia Erudita».
Foi oportunidade para o lançamento do novo livro de poesia de valter, com o mesmo nome, que inclui, precisamente, os textos escritos para a sessão.
No palco do TCA estiveram mais de uma dezena de artistas de várias áreas de expressão- leituras, audiovisual, música e performance.
A abrir, a performer Tânia Carvalho, membro da companhia «Bomba Suicida», apresentou dois temas musicais: «Sexual Revolution» e «Canção do Engate», este últmo de António Variações.
Seguiram-se as leituras. Para o efeito, valter hugo mãe escreveu uma dezena de textos inéditos para as vozes de Sandra Salomé, Susana Menezes, Isaque Ferreira e Adolfo Luxúria Canibal. Textos desconcertantes, com forte carga erótica, que não deixararam ninguém indiferente.
A segunda parte arrancou com uma curta-metragem baseada num dos capítulos do livro «O Resto da Minha Alegria» de valter hugo mãe (publicado nos Cadernos do Campo Alegre /FCD, em 2003), da autoria de Judite Mota Tobias e intitulado, tal como o capítulo, «Remoção das Almas».
E a sessão terminou com a actuação da banda «Paulo Praça e os Bons Rapazes». Paulo Praça, o conhecido músico dos Plaza, mostrou, em estreia absoluta, temas inspirados em letras da autoria do poeta convidado.
A imagem da sessão, produzida em tempo real, foi igualmente obra de valter, que revelou uma componente artística por muitos desconhecida.
Para ouvir e ver uma das canções de cabeceira que Paulo Praça propõe basta visitar a casa de osso do valter hugo mãe.
No palco do TCA estiveram mais de uma dezena de artistas de várias áreas de expressão- leituras, audiovisual, música e performance.
A abrir, a performer Tânia Carvalho, membro da companhia «Bomba Suicida», apresentou dois temas musicais: «Sexual Revolution» e «Canção do Engate», este últmo de António Variações.
Seguiram-se as leituras. Para o efeito, valter hugo mãe escreveu uma dezena de textos inéditos para as vozes de Sandra Salomé, Susana Menezes, Isaque Ferreira e Adolfo Luxúria Canibal. Textos desconcertantes, com forte carga erótica, que não deixararam ninguém indiferente.
A segunda parte arrancou com uma curta-metragem baseada num dos capítulos do livro «O Resto da Minha Alegria» de valter hugo mãe (publicado nos Cadernos do Campo Alegre /FCD, em 2003), da autoria de Judite Mota Tobias e intitulado, tal como o capítulo, «Remoção das Almas».
E a sessão terminou com a actuação da banda «Paulo Praça e os Bons Rapazes». Paulo Praça, o conhecido músico dos Plaza, mostrou, em estreia absoluta, temas inspirados em letras da autoria do poeta convidado.
A imagem da sessão, produzida em tempo real, foi igualmente obra de valter, que revelou uma componente artística por muitos desconhecida.
Para ouvir e ver uma das canções de cabeceira que Paulo Praça propõe basta visitar a casa de osso do valter hugo mãe.
Dos EUA em estreia absoluta

Inéditos de José Luís Peixoto
e estreia de Thollen MacDonas
As «Quintas de Leitura» do TCA recebem o poeta José Luís Peixoto que vai revelar uma vintena de poemas inéditos, fragmentos do seu novo livro de poesia, a editar até ao final deste ano.
A sessão, intitulada «Unicórnios e Farmácias Abandonadas» – verso de um destes novos poemas - , está marcada para dia 19 de Abril, às 22h00.
O espectáculo marca ainda a estreia absoluta em Portugal do pianista, vocalista, compositor e improvisador norte-americano Thollen McDonas, que actuará na segunda parte, numa extasiante excursão pelas ideias que resumem o seu pensamento musical - «Ler nas entrelinhas e tocar fora delas».
Assim, esta «Quinta de Leitura», que pelo 5º ano consecutivo recebe José Luís Peixoto, trás a Portugal a estreia de Thollem MacDonas, virtuoso pianista descendente de irlandeses e da tribo Cherokee. Nasceu e cresceu em S. Francisco. Conta que, desde jovem, qual vagabundo, tem viajado como concertista e tocado em diversas formações musicais, da percussão africana ao Punk, das casas abandonadas às salas de concerto. Actualmente Thollen dedica-se às suas próprias composições e improvisações a que chama «eccentriclet music». Em 2006 recebeu a bolsa Meet the Composer do National Endowment of Arts, estando neste momento a meio de uma digressão de seis meses pela Europa.
Sobre este espectáculo, o programador João Gesta diz: «Pensamos estarem reunidos os condimentos necessários para fazer da nova passagem de José Luís Peixoto pelas “Quintas de Leitura” uma sessão imperdível e difícil de esquecer. Junte-se às Quintas, porque sonhar é preciso».
02/04/07
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