18/05/07

Dez minutos antes de a «Morada» encher




Ontem, novamente com casa cheia, tudo a postos para receber os nossos cúmplices desta aventura poética sem limites.

11/05/07

Programador e Poeta em reunião de estratégia


Pois é. Referimo-nos ao espectáculo DIÓSPIRO, a acontecer a 5 de Julho. Trabalhando arduamente, frente ao TCA, foram apanhados em plena reunião de estratégia, com toda a antecedência. A poesia é assim. Árvores são árvores, flores são flores, dióspiros são dióspiros.

Mais pormenores:

Dióspiro
Café-Teatro
22h00

Poeta convidado: Daniel Maia-Pinto Rodrigues

O livro «Dióspiro», lançado nesta noite, dá o nome à sessão e reúne 30 anos de poesia de Daniel Maia-Pinto Rodrigues, o poeta convidado.

O mais pop dos poetas portugueses será acompanhado por uma consagrada e multifacetada artista galega – a performer e poeta Yolanda Castaño.

As leituras estarão a cargo do próprio poeta e de Filipa Leal, Pedro Lamares e Isaque Ferreira, guarda-avançada do colectivo poético Caixa Geral de Despojos.

A imagem da sessão, provocadora e surrealizante, é assinada pelo poeta João Rios.

Tempo ainda para ouvir, em estreia absoluta em Portugal, o duo austríaco composto por Agnes Heginger (voz) e Georg Breinschmid (contrabaixo) que apresentarão o projecto Tanzen. Uma noite esquisita, a não perder.

08/05/07

AS "QUINTAS DE LEITURA" VISTAS À LUPA

Tempo de balanço.

A linguagem fria e inexorável dos números.

Os quatro primeiros meses (2007) de acção poética das "Quintas":

6 espectáculos (dos quais 5 esgotados)
11 sessões (9 esgotadas)
45 artistas convidados
1.475 espectadores
98,3% taxa de ocupação de salas

A mesma certeza de sempre: "Quanto mais poético - mais verdadeiro".
Venha Sonhar connosco.

O PRÓXIMO CONVIDADO DAS "QUINTAS"


Vasco Gato é uma voz importante da novíssima poesia portuguesa. Ao lado de Daniel Jonas, Filipa Leal, Rui Coias, Rui Lage, Alexandre Nave, José Rui Teixeira e Zé Luís Costa.

Vasco Gato vai estar no próximo dia 17 de Maio, às 22h00, no Teatro do Campo Alegre, para mais uma sessão do ciclo poético "Quintas de Leitura".

Altura certa para ouvirmos alguns belos poemas do seu recentíssimo livro "Omertà". Um livro a comprar com carácter de urgência.
O poema que se segue não será lido na sessão. Enfim, somos bons, mas não somos perfeitos.

Lou, somos dois continentes a boiar num tanque de pedra. O próprio espaço se agita com as nossas colisões. E no fundo da terra, como no fundo do mar, como no fundo das horas que caem, o nosso sinal é esta margem sem palavras, este cordão que atravessa simultaneamente a boca e a cintura dos animais - porque nós somos, Lou, o cofre e o improviso que o levanta, dois poços a darem eco da mesma água.

24/04/07

A próxima Quinta de Leitura


Em Maio recebemos, em estreia absoluta, o poeta Vasco Gato.




De passagem

A Patrícia Campos registou a passagem de José Luís Peixoto pelo Porto e pelas Quintas de Leitura.

Sessão extra de «O Palhaço Escultor»


Dada a enorme procura de bilhetes para este espectáculo do comediante Pedro Tochas,
decidimos programar uma sessão extra agendada para a tarde de Sábado ( dia 28 de Abril, às 16h00).
Ligue já pois vai esgotar rapidamente!

09/04/07

ESGOTADAS AS SESSÕES COM O POETA JOSÉ LUÍS PEIXOTO E O COMEDIANTE PEDRO TOCHAS

É com uma pontinha de vaidade que informamos que as "Quintas" voltaram a esgotar. Estamos a falar de 540 bilhetes que voaram em apenas quatro dias.

Obrigado a todos os que, alimentando o nosso ciclo, afirmam bem alto que SONHAR É PRECISO!

05/04/07

Pela blogosfera

As Quintas de Leitura viajam pela blogosfera, citadas, comentadas, sugeridas...
A esse propósito aqui fica a ligação ao Trans-ferir, espaço muito visitado e, está bom de ver, repleto de «transferências».

Disco de Cabeceira


Está no mercado e é fresquinho!!!
Terá sido tocado e cantado para o público, pela primeira vez, nas «Quintas de Leitura» na noite de 25 de Janeiro deste ano, há três meses.
Relembrando:
«Pornografia Erudita» de valter hugo mãe

O poeta valter hugo mãe foi o convidado dessa sessão do ciclo «Quintas de Leitura», para a qual escreveu textos inéditos. O espectáculo intitulou-se «Pornografia Erudita».
Foi oportunidade para o lançamento do novo livro de poesia de valter, com o mesmo nome, que inclui, precisamente, os textos escritos para a sessão.

No palco do TCA estiveram mais de uma dezena de artistas de várias áreas de expressão- leituras, audiovisual, música e performance.

A abrir, a performer Tânia Carvalho, membro da companhia «Bomba Suicida», apresentou dois temas musicais: «Sexual Revolution» e «Canção do Engate», este últmo de António Variações.

Seguiram-se as leituras. Para o efeito, valter hugo mãe escreveu uma dezena de textos inéditos para as vozes de Sandra Salomé, Susana Menezes, Isaque Ferreira e Adolfo Luxúria Canibal. Textos desconcertantes, com forte carga erótica, que não deixararam ninguém indiferente.

A segunda parte arrancou com uma curta-metragem baseada num dos capítulos do livro «O Resto da Minha Alegria» de valter hugo mãe (publicado nos Cadernos do Campo Alegre /FCD, em 2003), da autoria de Judite Mota Tobias e intitulado, tal como o capítulo, «Remoção das Almas».

E a sessão terminou com a actuação da banda «Paulo Praça e os Bons Rapazes». Paulo Praça, o conhecido músico dos Plaza, mostrou, em estreia absoluta, temas inspirados em letras da autoria do poeta convidado.

A imagem da sessão, produzida em tempo real, foi igualmente obra de valter, que revelou uma componente artística por muitos desconhecida.

Para ouvir e ver uma das canções de cabeceira que Paulo Praça propõe basta visitar a casa de osso do valter hugo mãe.

Dos EUA em estreia absoluta


Inéditos de José Luís Peixoto
e estreia de Thollen MacDonas




As «Quintas de Leitura» do TCA recebem o poeta José Luís Peixoto que vai revelar uma vintena de poemas inéditos, fragmentos do seu novo livro de poesia, a editar até ao final deste ano.

A sessão, intitulada «Unicórnios e Farmácias Abandonadas» – verso de um destes novos poemas - , está marcada para dia 19 de Abril, às 22h00.

O espectáculo marca ainda a estreia absoluta em Portugal do pianista, vocalista, compositor e improvisador norte-americano Thollen McDonas, que actuará na segunda parte, numa extasiante excursão pelas ideias que resumem o seu pensamento musical - «Ler nas entrelinhas e tocar fora delas».

Assim, esta «Quinta de Leitura», que pelo 5º ano consecutivo recebe José Luís Peixoto, trás a Portugal a estreia de Thollem MacDonas, virtuoso pianista descendente de irlandeses e da tribo Cherokee. Nasceu e cresceu em S. Francisco. Conta que, desde jovem, qual vagabundo, tem viajado como concertista e tocado em diversas formações musicais, da percussão africana ao Punk, das casas abandonadas às salas de concerto. Actualmente Thollen dedica-se às suas próprias composições e improvisações a que chama «eccentriclet music». Em 2006 recebeu a bolsa Meet the Composer do National Endowment of Arts, estando neste momento a meio de uma digressão de seis meses pela Europa.

Sobre este espectáculo, o programador João Gesta diz: «Pensamos estarem reunidos os condimentos necessários para fazer da nova passagem de José Luís Peixoto pelas “Quintas de Leitura” uma sessão imperdível e difícil de esquecer. Junte-se às Quintas, porque sonhar é preciso».

02/04/07

Em Abril, Quintas de Leitura mil!



Abre hoje a bilheteira para estas duas imperdíveis sessões de «Quintas de Leitura».
Reserve já o seu bilhete antes que esgote.


21/03/07

Os nossos apoios

As Quintas de Leitura são apoiadas pelas seguintes empresas amigas:

21 DE MARÇO

Fotografia de PAT, captada num dos camarins do Teatro do Campo Alegre
Um inédito de José Luís Peixoto, convidado das "Quintas" na sessão de 19 de Abril, para comemorar o Dia Mundial da Poesia.

21 DE MARÇO

As asas das borboletas que tenho na garganta
são feitas de malmequeres.
Lanço-me em baloiços dentro das palavras
e estendo toalhas de piqueniques sobre a minha
voz. Aquilo que digo tem um significado branco,
como as sapatilhas que o anjo ata com um laço,
lá ao fundo, por baixo das árvores floridas
da primavera, dentro do seu perfume.

20/03/07

Homenagem a Mário Cesariny


Mário Cesariny. Poeta e pintor. Expoente do surrealismo português. Figura imensa de príncipe e de gato. Abria uma janela, muitas janelas, e voava a noite toda, em direcção à Lua. Tinha a poesia na cabeça e no corpo. Nascido sob o signo do fogo, reabilitou o real quotidiano e transfigurou-o, de forma quase espiritualizada e alquímica, em metal candente, num fulgor de génio. A 26 de Novembro de 2006 o Mário atravessou o último glaciar da terra, deixando-nos uma obra resplandecente. Um navio de espelhos. Poético e pictórico.
A 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, a Medeia Filmes e o Teatro do Campo Alegre (Quintas de Leitura) prestam-lhe homenagem, com a exibição do filme AUTOGRAFIA, de Miguel Gonçalves Mendes, antecedido pela leitura de poemas.

autografia
um filme de miguel gonçalves mendes

homenagem a Mário Cesariny, no Cine-Estúdio do Teatro do Campo Alegre,
dia 21 de Março (Dia Mundial da Poesia), 22h

As Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre associam-se à homenagem, seleccionando alguns poemas de Cesariny que serão lidos no início da sessão por elementos dos colectivos poéticos Caixa Geral de Despojos (Isaque Ferreira e Sandra Salomé) e LUPA (Adriana Faria e Daniela Dias Carvalho).

Sobre autografia:

Sendo este um trabalho que vive sobretudo das questões colocadas (ausentes) e das respectivas respostas, optou-se por assumir como fio condutor [o] poema “Autografia” – que servirá de mote, através da sua análise para as questões intencionadas, de modo a que o filme assuma um carácter intimista, estabelecendo-se um diálogo entre quem o vê e quem é retratado. Neste documentário / registo existem vários planos: o de análise do poema; o das respostas; o do seu trabalho (exposto na sua intimidade) e o da nossa própria interpretação; uma espécie de respigar / reciclar de citações e de conteúdos que acabam por nos permitir uma apropriação de Mário Cesariny.
Miguel Gonçalves Mendes

Cesariny abriu o quarto, os diários, as fotografias e literalmente ficou nu até onde lhe apeteceu para Autografia, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes.
Alexandra Lucas Coelho, Público

Neste documentário feliz, que não faz do seu objecto um pretexto e humildemente lhe dá voz, é um homem livre que nos fala, 'desabraguilhado' de arrogâncias, ensinamentos e cálculos e que defenestra as peneiras próprias e alheias.
António Cabrita, Expresso

Surpreendente documentário em três actos de Miguel Gonçalves Mendes, que pretendeu “retratar”, do poeta-pintor, “a vida, o percurso e a individualidade” [...]
Elisabete França, Diário de Notícias

O realizador persegue, através das palavras e da vivência pessoal de Cesariny, a sugestão de um caminho. Ao levar o surrealista português por excelência a falar sobre os mais variados temas, Miguel Gonçalves Mendes está, também, a desenhar uma geografia de emoções, construída a partir de dois interlocutores, o mais novo que se sente enevoado, o mais velho que alumia.
Ricardo Duarte, JL

“Gostei de tudo [no filme], diz Cesariny. “O Miguel sabe o que é a poesia, sabe o que é um poeta, e sabe, talvez como poucos, transmitir isso ao cinema”.
[Mário Cesariny], Público

DIA MUNDIAL DA POESIA NA TSF

Celebra-se amanhã - 21 de Março - o Dia Mundial da Poesia.


As Quintas de Leitura e a TSF associaram-se para comemorar este dia de uma forma especial. Nos noticiários da manhã, às 7h00, 8h00, 9h00 e 10h00, a TSF vai levar a palavra poética a toda a nação, pelas vozes e pelos poetas das Quintas de Leitura. Será uma manhã de Poemas nas notícias.


Assim nos continua a parecer o destino do Homem: quanto mais poético, mais verdadeiro.(Novalis)





Aqui ficam de presente alguns dos poemas que poderão ouvir na rádio pelas vozes de Susana Menezes, Sandra Salomé e Isaque Ferreira.


Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas


(Sophia de Mello Breyner Andresen)





E por vezes

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
Nunca mais são os mesmos. E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos

(David Mourão-Ferreira)






Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração


(António Ramos Rosa)






OUTRA COISA

Apresentar-te aos deuses e deixar-te
entre sombra de pedra e golpe de asa
exaltar-te perder-te desconfiar-te
seguir-te de helicóptero até casa

dizer-te que te amo amo amo
que por ti passo raias e fronteiras
que não me chamo Mário que me chamo
uma coisa que tens nas algibeiras

lançar a bomba onde vens no retrato
de dez anos de anjinho nacional
e nove de colégio terceiro acto

pôr-te da posição sexual
tirar-te todo o bem e todo o mal
esquecer-me de ti como do gato

(Mário Cesariny)





A MEU FAVOR


A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.


( Alexandre O’Neill)


15/03/07

UNICÓRNIOS E FARMÁCIAS ABANDONADAS
A PRÓXIMA AVENTURA POÉTICA DE JOSÉ LUÍS PEIXOTO NAS "QUINTAS".

foto de Nelson d'Aires

Este belo poema inédito de José Luís Peixoto dá nome à
sessão das "Quintas" de 19 de Abril.
Perceba porquê:


Já tive um carro da cor dos teus olhos. Deixava-o
estacionado à frente de prostíbulos onde alugava
quartos com vista sobre o quintal dos vizinhos.

Esperava por semáforos, sem saber que esperava
apenas por ti. No auto-rádio, a tua voz cantava
fados demasiado velhos até para a minha mãe.

A segunda circular era uma manifestação pacífica
de pára-brisas, as palavras de ordem eram simples
porque ainda não sabia que já me tinhas escolhido.

Quando os outros rapazes folheavam revistas de
carros nas aulas de matemática, eu apenas me
interessava por unicórnios e farmácias abandonadas.

Agora, os meus olhos contam quilómetros nos teus,
procuro papéis entre os papéis do guarda-luvas e
tenho tanto medo que me vendas em segunda mão.

08/03/07

Sessão de 22 de Março esgotada


A sessão com o poeta Fernando Pinto do Amaral e os Old Jerusalem já está esgotada. Obrigado a todos os que continuam a cultivar as «Quintas».

02/03/07

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA



O poeta Fernando Pinto do Amaral seleccionou doze poemas que serão lidos na sessão das "Quintas" de 22 de Março.

O poema "Brincadeira" será lido por João Tiago e cantado por Marta Bernardes, vocalista do grupo "O Projecto é Grave!".

BRINCADEIRA

Brinca comigo à procura
de uma estrela noutro céu
Brinca e lava a noite escura
com os sonhos que Deus te deu

Começa devagarinho
- por favor, não tenhas medo,
que o meu coração fez ninho
dentro do teu em segredo

Acorda os anjos que dormem
com a luz do teu sorriso
Faz com que não se conformem
e saiam do paraíso

Deixa-os entrar de repente
no teu quarto, a esta hora
em que a verdade mais quente
é o sono que te devora

Brinca comigo às escuras,
ensina-me o que não sei
Onde estás? Porque procuras
o coração que te dei?

01/03/07

Fernando Pinto do Amaral estreia nas «Quintas»


Um programa imperdível de poesia e música!
Bilhetes à venda a partir de Quinta-feira, dia 8 de Março.
Bilheteira TCA: 226063000.