Mostrar mensagens com a etiqueta João Habitualmente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Habitualmente. Mostrar todas as mensagens

06/09/10

José Tolentino Mendonça e Samuel Úria

no regresso das Quintas de Leitura

Sérgio Godinho vem logo a seguir


As "Quintas de Leitura", ciclo poético organizado pela Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, regressam no próximo dia 30 de Setembro, às 22h00, no seu palco habitual: o Teatro do Campo Alegre.

O regresso, em Setembro, promete uma sessão plena de poesia e música, construída em torno do livro "O Viajante Sem Sono" de José Tolentino Mendonça, o nosso Poeta convidado. Samuel Úria, um dos seus amigos, junta-se à festa com as recentes canções do seu disco "Nem Lhe Tocava", num concerto a solo intimista quanto baste.

Em Outubro, dia 28, em estreia absoluta neste ciclo poético, estará Sérgio Godinho à conversa com Anabela Mota Ribeiro sobre o seu mais recente livro de poemas – “O Sangue Por Um Fio”. Também em Outubro, de 21 a 23, o muito aclamado no ciclo Pedro Tochas propõe um desafio exclusivo para rir de forma saudável - “Experiência Teste”-, definido pelo próprio: “entre o bom e o mau, o bonito e o feio, tudo pode acontecer”.

Em Novembro, dia 25, o lançamento do ano da colecção Cadernos do Campo Alegre, é motivo para uma sessão de “Quintas” de entrada livre. Publica-se o livro “De Minha Máquina Com Teu Corpo”, de João Habitualmente, pretexto para leituras, muita música e a escaldante performance “Nu Integral” que fará subir a temperatura da sala.

Para cada momento poético as “Quintas de Leitura” reservam as melhores performances nas diferentes áreas de expressão artística (imagem, música, dança) como sempre tem sido feito desde o arranque do ciclo pela mão de João Gesta, em Janeiro de 2002.

Voltando ao espectáculo de dia 28 de Setembro“O Viajante Sem Sono” -, para o qual os bilhetes já estão à venda desde Julho, muito há ainda a dizer. As leituras da Palavra de Tolentino estarão a cargo de Joana Carvalho, Susana Menezes e Paulo Campos dos Reis.

A imagem desta sessão, inspirada no universo do Poeta, é assinada pelo artista plástico Tomás Cunha Ferreira.

Estreia nas "Quintas" da bem sucedida firma Louro & Lima. André Louro e João Lima cruzam as artes distintas do piano e da guitarra portuguesa, instrumentos de tradições e sonoridades diversas que raramente se misturam, para a criação de uma identidade musical única e original. O vídeo de Edgar Pêra enriquece este momento esquisito.

O habitual momento de performance será assegurado pelo "repetente" Victor Hugo Pontes. Apresentará, na companhia de Helder Seabra, um fragmento da peça "Rendez-vous".

Como já foi dito, fecha a noite o "diabolicamente talentoso" Samuel Úria. Oportunidade para conhecer o que de melhor aconteceu na música popular portuguesa nos últimos dez anos.

“O Viajante Sem Sono” será uma noite assim: cruzamentos improváveis, momentos irrepetíveis, "uma flor mágica ainda a tempo de ser colhida". Só Deus sabe como e quando terminará.

Não falte. Bilhetes a pensar na crise: 9,00 Euros e 6,00 Euros (c/ descontos habituais).

«Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: "Mestre, é bom estarmos aqui"»

22/12/08

DIGA 33 - fotografias da Quinta de Leitura- Primeira parte


Raúl Peixoto da Costa



valter hugo mãe



Nuno Júdice





Maria do Rosário Pedreira



João Rios


Filipa Leal

Daniel Maia-Pinto Rodrigues


Daniel Jonas

Catarina Nunes de Almeida


Ana Luísa Amaral



Ana Deus e Tó Trips

Mariana e Rita Reis


Adriana Faria


Fotografias de Sara Moutinho.

O espectáculo de lançamento da antologia DIGA 33 - os poetas das Quintas de Leitura foi uma grande Festa de Poesia. Leituras, música, canto, performance.
Aqui estão imagens de todos os que estiveram em palco na primeira parte do espectáculo.
Na plateia, os também antologiados João Habitualmente e Adolfo Luxúria Canibal.
Lotação esgotada no grande auditório do TCA para ver e ouvir a poesia no ar.



02/12/08

OS POETAS DAS "QUINTAS"/ JOÃO HABITUALMENTE

NEM TANTO AO MAR

Amo o mar
porque não tem fim

e os vagabundos que não têm pilim

Mas pelo meio das formas
e das aparências sem fundo
parecendo que amo o mundo
amo-me sobretudo a mim

Talvez venha a querer ao mar
ou vagamente a um vagabundo

talvez os ame no fundo

Mas no rodar infindo
daquilo que não tem fim
quero-me principalmente a mim

Ao resto das formas
e das aparências do mundo
amo só assim-assim

(João Habitualmente, in "Os Animais Antigos")